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Mostrando postagens de Novembro 1, 2009

Um ano vivendo na cultura de paz

É possível levar paz as comunidades em qualquer lugar do mundo, basta ter vontade política e responsabilidade institucional. Um dos caminhos é a prevenção. (José Maria Nóbrega) Publicado em 07.11.2009 pelo Jornal do Commercio Bairro festeja hoje primeiro aniversário do Governo Presente, que reúne ações sociais contra violência. Redução do número de homicídios chegou a 71% Artur Rodrigues Especial para o JC Flávio Ferreira, 28 anos, foi menino de rua, teve um braço esmigalhado por um tiro de espingarda calibre 12, experimentou crack e viu muita gente morrer. Tinha tudo para ser mais um jovem assassinado ou preso, mas conseguiu driblar esse destino. Hoje, é o MC Flávio, cantor e orientador pedagógico do Centro de Juventude de Santo Amaro. Por meio da música e da sua história, ensina jovens, bem parecidos com ele há 15 anos, a sobreviver. Prestes a gravar seu primeiro CD com apoio do governo, o MC é um dos anônimos que ajudou a transformar um dos bairros mais violentos do Recife, Sa

Sonho de liberdade em forma de música

» RESSOCIALIZAÇÃO Publicado em 07.11.2009 No próximo dia 18, detentos da Penitenciária Juiz Plácido de Souza, em Caruaru, Agreste, lançam o primeiro CD produzido em uma unidade prisional do Estado. Durante show, eles gravarão um DVDPedro Romero promero@jc.com.br CARUARU – Uma grande festa vai marcar, no dia 18, o lançamento do CD Tom da liberdade, o primeiro gravado por detentos de uma unidade prisional. O trabalho conta com 12 músicas no estilo balada pop e vem sendo desenvolvido há cerca de um ano na Penitenciária Juiz Plácido de Souza, nesta cidade do Agreste pernambucano. Durante o evento, que acontece no Baco’s Recepções, será gravado também o DVD. Tudo foi feito pelos presos, das músicas à capa do CD. As letras falam de esperança, liberdade e dos altos e baixos na vida de qualquer pessoa. Com som apurado e melodias simples, as músicas parecem mais fortes na voz e nos acordes de quem vive atrás de muros e grades. Na faixa Fases, por exemplo, os seis integrantes do grupo ento

Em 3 anos, sobe renda de 18,5 mi de pessoas

Publicado em 06.11.2009 (Jornal do Commercio) Pesquisa do Ipea mostra que 7 milhões de pessoas deixaram segmento de baixa renda e ascenderam à classe média e mais 11,5 milhões passaram a fazer parte da camada de mais alta renda do País SÃO PAULO – Em apenas três anos (2005 a 2008), 18,5 milhões de brasileiros tiveram elevação real em seus rendimentos individuais superior ao crescimento da renda per capta e à inflação e passaram aos níveis mais altos de renda na pirâmide social brasileira. Esta é uma das conclusões da análise feita pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que se baseou nos dados da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad 2008), do IBGE. Os 18,5 milhões de pessoas representam quase 10% da população do País, hoje com cerca de 193,7 milhões de habitantes. O documento, divulgado ontem, mostra que 7 milhões de pessoas deixaram o segmento de baixa renda ascenderam à classe média e 11,5 milhões passaram a fazer parte da camada de mais alta renda

Violência homicida no Brasil

» GLÁUCIO ARY DILLON SOARES CORREIO BRAZILIENSE • Brasília, quinta-feira, 29 de outubro de 2009 • Opinião • 29 Muitos opinam sobre o crime e as taxas de homicídio; muitos pensam as regiões brasileiras como homogêneas: Sul, Nordeste etc. seriam internamente semelhantes. Não é assim. A violência varia muito dentro da mesma região e as tendências também variam. Não há perfil único nem tendência regional homogênea. Não obstante, há tendências nacionais claras: as taxas brutas de homicídio cresceram linearmente desde 1979 ecomeçaram a descer em 2003, como resultado do Estatuto do Desarmamento. A taxa de 2007 é mais baixa do que a de 2000. Houve, recentemente, o Primeiro Seminário Nacional sobre Homicídios, em Caruaru, Pernambuco. Uma excelente criminóloga gaúcha, Letícia Maria Schabbach, apresentou trabalho cobrindo os três estados do Sul durante um amplo período, de 1980 a 2007. Schabbach mostra que a taxa de homicídios por 100 mil habitantes varia muito de estado para estado, na

ELIO GASPARI

FHC expôs o lado sombrio do poder petista O ex-presidente disse para onde não se deve ir, mas o PSDB ainda não decidiu para onde quer ir FERNANDO Henrique Cardoso está em grande forma. Num artigo intitulado "Para onde vamos?" mostrou que é a única voz articulada com coragem para acertar a testa de Nosso Guia . É um texto astucioso, chega a ter ginga. Apocalíptico e insinuante, tem a gravidade de uma Cassandra e a amnésia de personagem de novela barata. Seu argumento central faz todo sentido: Lula está construindo uma teia de alianças e interesses que desembocará num "subperonismo". O que vem a ser essa praga, não se sabe, mas ela junta o PT, sindicatos de empregados e de patrões, fundos de pensão, BNDES e triunfalismo. Essas seriam as "estrelas novas" às quais se abraçam "nossos vorazes, mas ingênuos capitalistas". O ex-presidente adverte para a formação de um novo "bloco de poder", interessado num continuísmo que deve ser contido,

Brasil, uma frágil democracia (Estado pela Lei ou Estado de Leis?)

Para onde vamos? Fernando Henrique Cardoso Folha de São Paulo On Line, 1º de Novembro de 2009 A enxurrada de decisões governamentais esdrúxulas, frases presidenciais aparentemente sem sentido e muita propaganda talvez levem as pessoas de bom senso a se perguntarem: afinal, para onde vamos? Coloco o advérbio "talvez" porque alguns estão de tal modo inebriados com "o maior espetáculo da Terra", de riqueza fácil que beneficia poucos, que tenho dúvidas. Parece mais confortável fazer de conta que tudo vai bem e esquecer as transgressões cotidianas, o discricionarismo das decisões, o atropelo, se não da lei, dos bons costumes. Tornou-se habitual dizer que o governo Lula deu continuidade ao que de bom foi feito pelo governo anterior e ainda por cima melhorou muita coisa. Então, por que e para que questionar os pequenos desvios de conduta ou pequenos arranhões na lei? Só que cada pequena transgressão, cada desvio vai se acumulando até desfigurar o original. Como

Bullying, um tipo de violência cada vez mais comum

O medo, a tensão e a preocupação com a imagem podem comprometer o desenvolvimento acadêmico dos jovens e crianças alvos de bullying (baseado no depoimento da psicóloga Cláudia Queiroz). Pesquisa realizada pela Abrapia (Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e à Adolescência apontou resultados importantes de serem avaliados pelos educadores. Esta entidade desenvolveu o Programa de redução do comportamento agressivo entre estudantes, a fim de investigar as características desses atos entre 5.500 alunos de 5ª a 8ª série do ensino fundamental e sistematizar estratégias de intervenção capazes de prevenir a ocorrência desse comportamento tão negativo. Apesar de o estudo ter sido realizado em pouco mais de um ano, foi possível reduzir a agressividade entre os estudantes, favorecendo o ambiente escolar, o nível de aprendizado e principalmente as relações humanas. Resultados do estudo sobre a percepção dos estudantes quanto à prática de Bullying nas escolas: DADOS DA