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Mostrando postagens de Dezembro 5, 2010

O paralelo da tropa no morro do Alemão com nossa força de paz no Haiti é uma enganação

ELIO GASPARI De P.Bevilaqua@org para Dilma@gov EXMA. SRA. Dilma Rousseff, presidente eleita do Brasil, Senhora, diante do êxito da recente intervenção pontual ocorrida no Rio, peço-lhe que retire as Forças Armadas dos morros. Talvez vosmecê não se lembre de mim. Em 1968, como general de Exército, eu era ministro do Superior Tribunal e relatei o habeas corpus de um jovem mineiro, militante de sua organização subversiva. Na ocasião, condenei o "desvirtuamento das funções de elementos integrantes das gloriosas Forças Armadas que se atribuem exercício de missões policiais que não lhes pertencem". O tempo mostrou que eu estava enganado. O policialismo, a tortura, os assassinatos e a política de extermínio vinham de cima, de generais, ministros e presidentes. Depois de ter sido libertado, o rapaz cujo habeas corpus relatei participou de diversas reuniões com a senhora, ainda uma menina de 21 anos. Um dos jovens desse grupo foi preso e assassinado em 1971. Outro matou-se qua

Sociólogo e antropólogo debatem os avanços e os riscos das ocupações de favelas no Rio

Globo News Vídeo: http://globonews.globo.com/Jornalismo/GN/0,,MUL1633776-17665-384,00.html # Miriam Leitão conversa sobre os próximos passos com Gláucio Soares e com Luiz Eduardo Soares. As polícias se uniram, inclusive com a elite da tropa, o Bope. As Forças Armadas deram apoio e o estado ocupou fisicamente o maior complexo de favelas do Rio de Janeiro. Tudo isso sem que houvesse o que mais se temia: um banho de sangue. E a população ainda ajudou com denúncias e pistas. Isso produziu um clima de euforia na cidade e no Brasil. Está tudo resolvido? Infelizmente não. Miriam Leitão conversa sobre os novos passos, os dias seguintes à ocupação do Alemão, as contradições, os avanços e os riscos dos intensos acontecimentos dos últimos dias no Rio de Janeiro com dois dos maiores estudiosos do assunto no Brasil. Luiz Eduardo Soares é antropólogo e ex-secretário Nacional de Segurança, co-autor dos livros ‘Elite da Tropa’ 1 e 2, nos quais foram baseados os filmes ‘Tropa de Elite’. Gláucio

Relações civil-militares II: sigilo eterno...

Folha de S. Paulo, 06 de dezembro de 2010 FHC, Lula e sigilo eterno FERNANDO RODRIGUES BRASíLIA - Fernando Henrique Cardoso institucionalizou o sigilo eterno. Lula ensaiou uma mudança. Ficou na promessa, pois terminará seu mandato sem eliminar essa anomalia brasileira. Ou seja, os 16 anos do renascimento democrático no país, com tucanos e petistas no comando, foram insuficientes para produzir avanços nessa área. Certos documentos públicos no Brasil podem ser classificados como sigilosos por um período que depois é renovado indefinidamente. Quando estava na Casa Civil, Dilma Rousseff enviou ao Congresso um projeto de lei de direito de acesso a informações públicas. Reduzia o escopo dos papeis para os quais o segredo seria eterno. A Câmara teve coragem e eliminou de uma vez essa cultura da opacidade: o texto do projeto de Dilma passou a determinar que o prazo máximo de segredo seria de 25 anos, renováveis por uma única vez. Não é o ideal, mas representava um grande avanço. Nenh