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Mostrando postagens de Novembro 8, 2009

POLÍCIA E DEMOCRACIA

Qual o tipo de policial que queremos? O que implica a aplicação da força em Estado Democrático de Direito? Qual formação é a ideal para a polícia? O texto do Alexandre Barros anterior ilustra qual o papel da polícia e do militarismo. A polícia é uma instituição civil e segue parâmetros que devem cumprir seu papel: manter a ordem pública e as garantias fundamentais que constam nas constituições dos países democráticos. No entanto, sabemos que a tortura é uma técnica utilizada pela polícia brasileira como "técnica" de investigação. Matéria do JC da sexta-feira, dia 13 de novembro, mostra que não é só uma "técnica", mas uma "costume" da polícia brasileira que precisa acabar totalmente. Não estou generalizando, creio que existem muitos policiais honestos e que seguem as regras do jogo democrático, mas os que não seguem este jogo maculam a imagem da polícia e robustece a desconfiança da sociedade. » VIOLÊNCIA Policiais acusados de espancamento e tor

Militar é militar, polícia é polícia

Oesp 11 nov 2009 Por Alexandre Barros Militares são treinados para ver o mundo dividido entre amigos e inimigos. Sua tarefa é matar os inimigos. Polícias existem para proteger comunidades, e não para matar arbitrariamente. Quando polícias executam culpados, suspeitos, criminosos e quem acontece de estar na linha de tiro, isso é crime. Encarregar profissionais treinados para matar da função de polícia é a melhor maneira de aumentar a truculência e a vitimização de inocentes. Até prova em contrário, só podemos ser punidos por ordem judicial (muitos parlamentares, aparentemente, acham que isso não se aplica a eles). Se o Judiciário é lento, que seja reformado, mas não coloquemos nas armas dos militares a nossa segurança interna e pessoal. Há soldados profissionais e conscritos. Profissionais sabem matar e não se preocupam com as consequências, porque essa é sua função quando em guerra. Conscritos lá estão forçados pela lei, que os obriga a pagar com um ano de trabalho quase gratuito u

Desilusões bolivarianas

Editorial, O Estado de São Paulo - 08.11.2009 As promessas de prosperidade e justiça social feitas em maio pelo presidente Hugo Chávez, quando expropriou 76 empresas que prestavam serviços para a estatal PDVSA e às quais seu governo devia cerca de US$ 10 bilhões , serviram para alimentar as esperanças de melhores condições de vida dos trabalhadores venezuelanos da região do Lago Maracaibo, uma das principais produtoras de petróleo do país. Mas não se vive de promessas e de esperanças estão constatando agora muitos venezuelanos que se encantaram com o discurso chavista. "Sob um sol avassalador, Demóstenes Velásquez mora há meses em um barraco improvisado com restos de propaganda eleitoral dos comícios sindicais petroleiros, à espera do emprego prometido pela "revolução", após a expropriação da companhia para a qual ele trabalhava como terceirizado", relatou a repórter Marianna Párraga, da Agência Reuters, que visitou o local. Como Velásquez, muitos trabalhadores

Qual formação política devemos ter?

Por José Maria Nóbrega Depois do impacto ocasionado pelo artigo do nosso ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em relação ao governo Lula (Para onde vamos? na FSP), veio a tona a reflexão de qual formação política o povo brasileiro deve ter. Uma formação humanística, do direito ao contraditório e o respeito as regras democráticas ou uma formação populista, paternalista do continuísmo fisiológico? Eu acredito que a primeira opção é a mais adequada a um povo que se pretende soberano e com sua democracia consolidada! Quem governa tem de estar preparado para as críticas e a fiscalização diligente da sociedade que o elegeu. É assim que se faz a democracia. Outro aspecto é aquele no qual os governantes eleitos pelo processo político partidário tem de cumprir em suas obrigações: respeitar as regras da democracia. O Instituto Teotônio Vilela de Pernambuco, do qual faço parte com orgulho de seu quadro técnico, vem promovendo uma série de cursos de formação política para a sociedade civil,