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Mostrando postagens de Agosto 11, 2013

Com mais mortes que Iraque, Brasil está em guerra e não sabe

Com mais de 200 mil pessoas assassinadas no Brasil entre 2008 e 2011, o país faz frente às grandes zonas de guerra do globo, segundo Mapa da Violência Saulo Pereira Guimarães , de Andréa Farias/Wikimedia No  Brasil , mata-se 274 vezes mais do que em  Hong Kong  e 137 vezes mais do que na Inglaterra São Paulo – Vivemos em um país em  guerra , mesmo que não declarada. Esta é uma das conclusões possíveis a  partir  da leitura do estudo  Mapa da Violência 2013 , realizado pelo professor Julio Jacobo Waiselfisz, da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais e divulgado hoje. Cerca de 170 mil pessoas foram  mortas  nos 12 maiores conflitos no globo entre 2004 e 2007 (veja tabela abaixo). No Brasil, mais de 200 mil perderam a vida somente entre 2008 e 2011. Isto tudo sem que o país viva "disputas territoriais, movimentos emancipatórios, guerras civis, enfrentamentos religiosos, raciais ou étnicos, conflitos de fronteira ou atos terroristas", lembra o levanta

Estado de Direito, Democracia e Direito de Cidadania: exigem tratamento jurídico-formal igualitário, mas é o nosso caso?

José Maria Nóbrega Jr. – Professor de Ciência Política do CDSA/UFCG. Coordenador  do NEVU (Núcleo de Estudos da Violência da UFCG). Em Regimes Democráticos o seu componente liberal se encontra fortalecido no respeito integral aos direitos civis. No caso da Constituição brasileira de 1988, podemos encontrar tal componente em seu artigo 5º. O princípio da isonomia jurídica é o que garante a efetiva aplicabilidade da igualdade entre os homens e mulheres. A formação da cidadania no Brasil tem em sua história a construção de uma realidade que se distancia de uma sociedade de iguais. A tradição hierárquica prevalece na conjuntura estrutural da sociedade brasileira. Isso se encontra refletido em seu aparato de Justiça. Num contexto onde a cidadania se mostra marcada por uma divisão social, onde esta divisão, ou distinção é percebida pelos agentes da lei como fazendo parte de uma realidade estrutural na qual tratar de forma desigual os desiguais é “natural”, encontra-se desenvolvido