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Mostrando postagens de Novembro 21, 2010

Início de um debate relevante para a (semi)democracia brasileira: o crime realmente será vencido pelas forças do estado?

Vivemos momentos de incertezas e conflitos nunca dantes vistos no Rio de Janeiro. Traficantes/criminosos em retirada com as forças do estado dominando o espaço controlado pela força paralela ao estado político/civil. A imprensa vem divulgando o esforço do estado em retomar o controle a muito tempo perdido nas comunidades cariocas. O crime organizado que domina as favelas do Rio surgiu na década de setenta de dentro dos presídios cariocas. Falta de garantias institucionais, corrupção de agentes do sistema, desorganização do estado em suas instituições coercitivas, foram alguns dos fatores que corroboraram para  surgimento dos grupos criminosos que perpassaram seu domínio sobre os muros das carcerárias. Dessa forma, o crime entrou nas mais diversas instâncias institucionais, o que foi muito bem representado no filme "Tropa de Elite 2". Os criminosos estão muito além dos traficantes, encontramos esses nas figuras das milícias e dos políticos corruptos. A revista Veja desta s

Segurança Pública e Forças Armadas: quando utilizar?

800 homens do exército chegam ao Alemão estadao.com.br, Atualizado: 26/11/2010 15:37 Foto: Robson Fernandjes / AE O comandante do Comando Militar do Leste, general Adriano Pereira Júnior, afirmou há pouco que homens do Exército já ocupam parte dos entornos do Complexo do Alemão e que o deslocamento de militares para cercar a comunidade continua. 'Neste momento já ocupamos um trecho e estamos ocupando o restante', disse, durante coletiva no Palácio Guanabara, ao lado do ministro da Defesa, Nelson Jobim, do governador Sérgio Cabral e do secretário da Segurança do Rio, José Mariano Beltrame. Depois de pedido do governo do Estado ao Ministério da Defesa, a Presidência da República autorizou a participação de 800 homens da brigada de paraquedistas na operação. Segundo Jobim, o papel do Exército será o de prover segurança ao perímetro. Cerca de 60% dos militares que participarão na operação atuaram no Haiti. Além da tropa, 10 blindados da Marinha e três helicópteros da Aeronáutic

O tráfico não manda flores

Jorge Antonio Barros enviou essa reação escrita por Zeca Borges Desde o final da noite de sábado o Rio vive novos episódios violentos que nos deixam a todos estarrecidos. O primeiro deles foi uma tentativa de arrastão na Rio-Magé, em Caxias, que resultou na morte de Paulo Cesar Alves, que seria funcionário da Reduc. No dia seguinte, mais quatro arrastões ocorreram na cidade, um deles na Rua Presidente Carlos Campos, a poucos metros do Palácio Guanabara, sede do governo do estado. Em 2002, na gestão-tampão de Benedita da Silva, eu, o repórter Jorge Martins e o secretário de redação Antonio Maria viramos a noite após a onda de ataques, um deles com disparos a esmo na fachada do Palácio Guanabara. Era um claro recado ao governo do estado, num momento de transição. Pois novamente os arrastões na cidade deixaram de ser atos criminosos isolados para virarem rotina, agravados pelo incêndio dos automóveis, depois que os motoristas que são obrigados a abandonar os veículos e fugir desesperad

Livro resgata história política do Nordeste

O sistema oligárquico e a indústria da seca marcaram a política no Nordeste, que registrou o ápice da instabilidade nos anos 60, com a criação da Sudene e a vigência do regime militar. Para a compreensão desse conturbado período histórico, o advogado Inácio Feitosa Neto lança nesta quinta-feira (25) o livro A Real Política. Será às 18h30, na livraria Jaqueira, no Recife. Com 221 páginas, a publicação traz relatos, documentos e fotos que ajudam a traçar o perfil sócio-político da época, a partir do resgate da atuação política do avô do autor na Assembleia Legislativa na Paraíba. “O livro revela a face oculta do poder. Revela casos. Diálogos. Mostra a pesonalidade de um grande político da Paraíba”, destaca o cientista político Adriano Oliveira no prefácio do livro. Superintendente Acadêmico do Grupo Ser Educacional, Inácio Feitosa Neto é mestre em Política Educacional pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), diretor do Instituto Ítalo-Brasileiro de Direito do Trabalho, integrant

STM e fragilidade da democracia

Folha de S. Paulo 24 novembro 2010 -------------------------------------------------------------------------------- Com a decisão do presidente do tribunal, a população foi impedida de conhecer mais sobre a história da candidata que se tornou presidente -------------------------------------------------------------------------------- A doutrina do equilíbrio entre os Poderes afirma ser ele essencial para a democracia. Qualquer instituição, desde o complexo Estado moderno até uma pequena empresa, precisa ter tanto funções claramente definidas como regras respeitadas. Além do respeito das fronteiras entre eles. As fragilidades da democracia ficaram claras quando o presidente do Superior Tribunal Militar (STM), Carlos Alberto Soares, lacrou, em março de 2010, um processo de teor público. Tentou justificar o injustificável alegando que os papéis eram de "difícil manuseio" e que haveria uma possível implicação para a eleição presidencial. Não cabe a ele prejulgar o uso

Os militares brasileiros estão sob controle civil?

José Maria Nóbrega – cientista político Passados 25 anos da redemocratização brasileira, ainda é expressivo o poder político dos militares brasileiros. As matérias jornalísticas são claras quanto à interferência verde-oliva na política brasileira, enquanto a maioria dos cientistas sociais brasileiros perde o interesse em estudar o militarismo nas relações de poder. A polêmica em torno dos arquivos secretos da época do regime autoritário dos militares reacende a importância de se analisar o problema “MILITARES E PODER POLÍTICO NO BRASIL”. Será que a recém eleita presidente Dilma Rousseff terá coragem de desafiar os militares e, finalmente, disponibilizar os documentos que estão guardados a “sete chaves” do período de exceção? Nem Lula teve coragem, não obstante uma das maiores popularidades já vistas na história do Brasil. Lula recuou no caso dos CINDACTAS (Centros Integrados de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo) que mostrou a crise do sistema aéreo brasileiro, onde tal sis