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Mostrando postagens de Setembro 6, 2009

Tramas e mentiras

Fsp 10 set 2009 JANIO DE FREITAS A COMPRA DE armamentos pesados toma ares de escândalo, com tantas tramas escusas, esboços estratégicos caóticos, volume fantástico e arbitrário de dinheiro e endividamento, e muitas inverdades como argumentos. A essa mixórdia, cujo conhecimento se vai extraindo a fórceps, agora os Estados Unidos sobrepõem um lance muito embaraçoso para o governo brasileiro. À parte o aspecto de negócio, que não faltaria em uma iniciativa norte-americana, o lance é deliberadamente embaraçoso para Lula e para a diplomacia brasileira. Trata-se da nota pública em que a Embaixada dos EUA, e portanto o Departamento de Estado, comunica ao governo brasileiro a disposição de também ceder as informações tecnológicas de construção do caça F-18E, caso o Brasil compre esse avião produzido pela Boeing. De qualidade aprovada no teste realista das guerras, e de preço muito menor que o Rafale francês escolhido a priori por Lula, o F-18 foi aqui descartado de um modo simplório que não

As metodologias envolvidas nos homicídios/mortes por agressão

Por José Maria Nóbrega Um dos maiores problemas enfrentados pelos estudos científicos em violência, criminalidade e, especificamente, em homicídios está justamente na forma como os dados são catalogados. Não existe uniformidade nos bancos de dados e as secretarias estaduais de segurança pública não repassam de forma padronizada os seus dados de violência para a Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública). O banco de dados que apresenta uniformidade e padronização estadual a nível nacional é o SIM/DATASUS que é o banco de dados sobre informações de mortalidade do Ministério da Saúde. A Secretaria de Segurança Social de Pernambuco vem fazendo o esforço em manter um banco de dados que siga o estipulado a nível nacional pela Senasp. Sob o termo criminalidade violenta a SDS-PE agrupou em seu banco de dados todas as modalidades de infração codificadas no Código Penal brasileiro, as quais se materializam como sendo aquelas em que o uso intencional da força ou coerção levou a óbito a ví

Zona cinzenta democrática

Gilbergues Santos - cientista político e Pesquisador do NICC-UFPE No Brasil temos eleições assíduas e alternância no poder há 24 anos. Não muito diferente de Honduras, onde por 19 anos, procedimentos democráticos foram utilizados, até que um golpe de Estado solapou-os. Esses países têm democracias frágeis por não seguirem a descrição procedural mínima sugerida por Scott Mainwaring. Por ela, democracia tem que ter eleições competitivas, livres e críveis; cidadania vigorosa, liberdades civis e direitos políticos; governo de fato e militares controlados pelos civis. Em artigo, o cientista político Jorge Zaverucha demonstrou que, para deporem o presidente Manuel Zelaya, os militares ancoraram-se no artigo 272 da Constituição, de forma que as Forças Armadas deveriam “defender a soberania da República, manter a paz e a ordem pública”. Em nossa Constituição, o artigo 142 determina às Forças Armadas papel semelhante, ao afirmá-las como garantidoras dos poderes constitucionais, da lei e da ord