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Mostrando postagens de Dezembro 20, 2009

Conversa do Dia, Rádio Clube dia 30.12.2009

Estarei na Rádio Clube, no programa Conversa do Dia, no penúltimo dia do ano para conversar sobre o ano político no Brasil, em Pernambuco e no mundo. Se vocês tiverem alguma demanda para ser discutida enviem um email para nobrega.jr.ufpe@gmail.com O programa será às 11:30h na Rádio Clube AM 720

A geografia do medo

Jornal do Brasil, 22 de dezembro de 2009 Glaucio Soares CIENTISTA POLÍTICO Há uma relação espacial entre a residência, por um lado, e o sentimento de insegurança e o medo do crime, pelo outro. Os dados brasileiros analisados até hoje revelam que a rua da residência é onde os entrevistados se sentem mais seguros (e têm menos medo do crime), seguida pelas ruas vizinhas, pelo bairro de residência, por bairros vizinhos etc. Algumas pesquisas de âmbito nacional mostram que as grandes cidades inspiram menos segurança (e mais medo) e que as capitais inspiram ainda menos segurança (e mais medo) – nas pessoas que moram fora delas. Dados de uma pesquisa patrocinada pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) no Rio de Janeiro mostram que entre 85% e 87% da população acreditam que o crime aumentou no Brasil, no estado e na cidade do Rio de Janeiro; porém, somente 45% acham que tenha aumentado no seu bairro e apenas 30% na sua rua. Essa tendência segue uma tradição espacial em criminologia que

A diplomacia e a dissonância cognitiva

JORGE ZAVERUCHA -------------------------------------------------------------------------------- Em nome do novo protagonismo nas relações internacionais, a diplomacia brasileira superestimou suas possibilidades -------------------------------------------------------------------------------- Folha de S. Paulo 22 dez 2009 CHICAGO, 1954 . A dona de casa Marion Keech pressentiu que o mundo acabaria em 21 de dezembro. Os membros de seu grupo de estudos sobre objetos não identificados acreditaram na sua visão de que seriam salvos por objeto intergalático e começaram os preparativos para o apocalipse. Desfizeram-se de tudo o que tivesse ligação terrena. O professor de psicologia Leon Festinger leu o anúncio no jornal e infiltrou-se no grupo. Trabalhava com a hipótese de que, quanto maior e mais custosa uma decisão, mais firme a adesão das pessoas às suas escolhas. Mesmo que equivocadas. O mundo não acabou nem a nave aterrissou na Terra. Restou a Keech dizer ao grupo que, devido ao fa

O fracasso previsível da COP15

Por José Maria Nóbrega Jr. – Historiador e Cientista Político, Pesquisador do NICC-UFPE A disciplina das Relações Internacionais ensina que os países trabalham suas relações baseados em um trinômio básico: “força-poder-interesse”. Esse trinômio que, segundo o professor da Unicap Thales Castro afirma ser o dínamo das RIs, coloca como premissa a importância da economia para a consolidação do poder político dos países. Essas relações não são harmônicas e muito menos simétricas. Prevalece a assimetria, o desequilíbrio e a hegemonia de alguns poucos países, com destaque para a China e os EUA. Primeiro e segundo colocados no ranking dos mais poluentes do mundo. Justamente, as economias mais robustas e de maiores PIBs. Em matéria vinculada na Revista Veja desta semana, sob o título de “Babel em Copenhague”, observa-se o fracasso da mega reunião entre mais de 120 chefes de estados e suas comitivas. Ronaldo França, que assina a matéria, assim coloca na página 130: “Parte do fracasso da COP15 d

FORÇAS ARMADAS

Pagamento de pessoal amarra investimentos Publicado em 20.12.2009 Estudo mostra que, embora tenha o terceiro maior orçamento do governo, a Defesa gasta 80% dessa verba com salários, pensões e aposentadorias Flávio Tabak Agência O Globo RIO – Enquanto discute como vai comprar ou construir caças e submarinos de última geração, o Brasil gasta quase todo o seu orçamento de Forças Armadas para pagar salários. De cada R$ 100 que o Ministério da Defesa desembolsa por ano, R$ 80 são destinados à folha, pensões e aposentadorias de militares. Os outros R$ 20 são fatiados em investimentos (6,74%) e custeio (13,7%), revela estudo do pesquisador Vitelio Brustolin a partir de dados do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi). De acordo com a análise, este padrão se mantém assim há pelo menos 14 anos, contribuindo para o sucateamento das armas de guerra. O orçamento da Defesa gira em torno de R$ 50 bilhões, o terceiro maior do País, atrás apenas de Saúde e Previd