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Mostrando postagens de Março 30, 2014

A ruptura democrática de 1964 e o estado de direito na Nova República

José Maria Nóbrega Jr.* – Professor de Ciência Política da Universidade Federal de Campina Grande – PB Em passagem dos cinquenta anos do chamado “Golpe Militar” de 1964 muito tem se falado, escrito, debatido e discutido nas redes sociais, na imprensa livre e nas universidades. Muito do que tem se dito está envolto em grande emoção e é marcado por debates acalorados, em sua maioria com forte viés maniqueísta, onde os defensores da resistência ao regime de exceção distribuem insultos aos torturadores do antigo regime autoritário e os defensores da chamada “Revolução de 1964” defende o indefensável em nome de certa “moralidade” às avessas. Muito pouco se discute do ponto de vista da análise política, ou seja, da perspectiva diversa que envolve um período ainda tão próximo e tão marcadamente violento e excludente politicamente. Foi retrocesso politico o que ocorreu no período entre 1964 e 1985? Não dá para ter dúvidas que sim. Por outro lado, o que podemos tirar dessa lição? São m

Homicídios e impunidade

O Estado de S.Paulo Com 16 cidades, o Brasil está em primeiro lugar no ranking das 50 cidades com mais de 300 mil habitantes e fora de áreas de guerra mais violentas do mundo, preparado anualmente pela organização não governamental mexicana Conselho Cidadão para Segurança Pública e Justiça Penal AC. O México, hoje célebre pelo derramamento de sangue provocado pelos cartéis de drogas, tem 9 cidades listadas. A América Latina predomina nessa modalidade sangrenta: das 50 cidades, somente 7, ou seja, 14% não estão no subcontinente: 3 na África do Sul e 4 nos EUA (Detroit, Nova Orleans, Baltimore e Saint Louis). Este levantamento leva em conta a taxa de homicídios por grupo de 100 mil habitantes em cada ano, de acordo com dados oficiais tornados disponíveis pelos governos pela internet. No ano passado, San Pedro Sula, em Honduras, na América Central, liderou a lista macabra com 1.218 homicídios, ou seja, 150 por grupo de 100 mil habitantes, 16 vezes o índice registrado em São Paulo no p

Para os meus alunos isso não é nenhuma novidade!

Inseguranca não escolhe partido Lista divulgada por ONG que colocou 16 cidades brasileiras entre as 50 mais violentas do mundo mostra que o problema da violência no País está longe de ser uma questão partidária Izabelle Torres (izabelle@istoe.com.br) Em qualquer campanha política, a segurança pública é sempre um fator determinante para os candidatos e serve de combustível para discursos e promessas de grupos que estejam na oposição. Este ano, as críticas às falhas das políticas públicas de combate à violência podem rechear os embates com números preocupantes e que não poupam nenhum partido político. Todas as legendas que possuem governadores foram representadas na lista divulgada pela ONG Conselho Cidadão para a Segurança Pública e Justiça Penal, do México, que colocou 16 cidades brasileiras entre as 50 mais violentas do mundo em 2013. O estudo levou em conta o número de homicídios registrados ao longo de um ano e constatou que o Brasil lidera em número de cidades violentas.

A LIÇÃO DE MOCKUS

"O Brasil registra avanços pontuais e muitas vezes cosméticos na repressão à violência urbana. Prevenção ainda está longe de ser a tônica da ação pública" Ana Paula Padrão Ana Paula Padrão é jornalista e apresentadora O que acontece quando um matemático e professor de filosofia decide enfrentar a violência urbana? Ele a vence. A história não é nova. Mas é oportuno contá-la novamente. Há duas semanas, em evento na cidade do Recife, tive a chance de conversar com o ex-prefeito de Bogotá, capital da Colômbia, Antanas Mockus. Por dois mandatos, de 1995 a 1997 e de 2001 a 2003, Mockus liderou a cidade num esforço para retomá-la das mãos dos traficantes de drogas. Até meados dos anos 1990, as áreas públicas em quase todo o país não mais pertenciam aos cidadãos colombianos. O poder político também havia sido informalmente tomado pelos chefões dos cartéis. Mockus não tinha, entre seus atributos, a experiência em ações policiais. Usou mais o intelecto do que a forç