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Mostrando postagens de Maio 30, 2010

Economia e política tributária

Por Antonio Rivera - Economista do Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau - antoniorivera@uol.com.br O Impostômetro, (IBPT), é o instrumento que registra o fluxo dos tributos pagos pelos brasileiros nas três esferas do governo (Federal, Estadual e Municipal) e mantido pela Faculdade Maurício de Nassau, atingiu o meio trilhão de reais. Cada cidadão brasileiro pagou por mês, de 1 de janeiro até 2 de junho de 2010, R$2,607.12. Essa quantidade de dinheiro supera muitos orçamentos de governos de países mundo afora. Essa montanha de dinheiro é o resultado da gigantesca carga tributária vigente no Brasil, principalmente aqueles que incidem sobre os salários, como o imposto de renda, a contribuição a Previdência Social e as contribuições sindicais, sem contar com os impostos que recaem sobre o consumo, principalmente o ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), entre muitos outros embutidos nos produtos e serviços que os brasileiros pagam quando compram nos mercados, super

A contenção policial no domingo e a base teórica do Tolerância Zero

Por José Maria Nóbrega Jr. – Doutor em Ciência Política UFPE, Pesquisador do NICC, Professor da Faculdade Maurício de Nassau e Coordenador do Instituto Teotônio Vilela de Pernambuco No último domingo, dia 30 de maio de 2010, as polícias pernambucanas elaboraram um programa de repressão qualificado que foi elogiado pela população, pela imprensa e por acadêmicos. Isso mostra como o trabalho elaborado com planejamento resulta em segurança e controle da violência. Mas, qual a origem teórica dessa política de contenção? A base desse trabalho policial está no Tolerância Zero, que muitos afirmam se tratar de política neoliberal na conduta da segurança, mas, na realidade, busca conter as práticas delituosas antes que elas ocorram. O artigo seminal de Wilson e Kelling (1982), “Broken windows: the Police and neighborhood safety”, foi o ponto de partida do programa de segurança pública de Nova Iorque e de outras cidades, o Tolerância Zero. As broken Windows não se mostram como uma teoria elabo

REDES SOCIAIS DO CRIME

O crime violento tem como uma de suas principais causas a oportunidade. (José Maria Nóbrega Jr.) Matéria publicada no domingo dia 30 de maio no JC. » BADERNA EM BOA VIAGEM Gangues da Zona Sul prontas para confusão Publicado em 30.05.2010 Pichadores, funqueiros e integrantes de torcidas organizadas estão por trás das arruaças dos últimos domingos. E tudo foi marcado pela internet Carlos Eduardo Santos csantos@jc.com.br Pichadores, frequentadores de bailes funk e integrantes de torcidas organizadas. Basta uma rápida pesquisa na internet para descobrir o perfil dos jovens que por dois domingos seguidos provocaram brigas e arruaça em Boa Viagem, Zona Sul do Recife. Ligados a gangues de bairros da região e sem futebol aos domingos – Sport e Náutico jogam aos sábados na Série B e a Série D, do Santa Cruz, ainda não começou –, os adolescentes marcam confrontos entre grupos rivais pela internet. As confusões dos dois últimos fins de semana tiveram repercussão imediata na grande rede d