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Mostrando postagens de Fevereiro 26, 2017

Criminalidade homicida na Paraíba 2004/2014

Vivendo na Paraíba há seis anos passei a entender melhor a sua geo-política e geografia. Como estudioso da criminalidade, da violência e das instituições políticas coercitivas, produzi vários trabalhos - sozinho e em parceria - sobre a dinâmica da violência no referido estado, analisando sobretudo a capacidade, ou não, do Estado na contenção da violência homicida. Nessa perspectiva, analisarei, numa série histórica de dez anos, os dados de homicídios (mortes por agressão no SIM/DATASUS) em números absolutos de algumas microrregiões importantes da Paraíba. Também é importante destacar que o Governo implementou uma política pública específica na área setorial da Segurança Pública a partir de 2011 com o intuito de arrefecer os indicadores de homicídios no estado. A exposição partirá de uma análise dos dados e numa tentativa de avaliar a policy desenvolvida entre 2011 (quando do implemento desta) e 2014 (final do Governo que implementou a policy ). Outrossim, os dados do banco de dados e

Venezuela: explosão dos homicídios e sua relação com o governo de Hugo Chavéz

A democracia é um regime político que, além do mecanismo de escolha dos governantes, foca na qualidade do estado de direito em sua eficácia (burocracia) e eficiência (sistema legal), sobretudo no que tange as garantias dos direitos fundamentais, dos quais a vida é um deles (O´DONNELL, 2000). Na Venezuela, em dez anos do governo de Hugo Chavéz, a democracia perdeu, além do caráter alternativo no âmbito do poder, a capacidade de promover o estado de direito democrático. Os números absolutos de homicídios aumentaram de 4.550 assassinatos, em 1998, para 13.156 em 2007 (gráfico 1). O impacto percentual foi de 189% de aumento no período. As taxas de homicídios por cem mil habitantes saltaram de 20 para 49/100 mil. A Venezuela é o único País da América do Sul a ser classificado, entre 2006 e 2015, como Nação Não-Livre (Not Free) pela importante agência de pesquisa Freedom House (FREEDOM HOUSE, 2016). Gráfico 1. Homicídios em Venezuela – N. Absolutos – 1998/2010 Fonte

As peças e as engrenagens do crime no Brasil

José Maria Pereira da Nóbrega Júnior A criminalidade tem provocado debates intensos nas redes sociais e nos veículos de mídia. Em Pernambuco, governo e oposição se digladiam em conflitos abertos a respeito da (in)segurança pública do estado, o que tem provocado mais desespero na população. Falta ciência no debate, sobram chutes e pontapés. Contra isso, o cientista social deve focar nas peças e engrenagens do crime para classificá-lo buscando traduzir o seu modus operandi para traçar quais ações devem ser tomadas pela gestão da segurança pública. Cada evento criminoso tem as suas características próprias. Resultado da observação (conhecimento teórico e empírico) da criminalidade classifiquei alguns tipos de crimes, sua engenharia (peças e engrenagens básicas) e o modo pelo qual o Estado deve agir: 1.    Assaltos a ônibus: é frequente este tipo de crime nas regiões metropolitanas do país. Geralmente, são praticados por pequenos marginais, jovens e pobres. Estes buscam l