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Mostrando postagens de Junho 18, 2017

Determinantes da violência no Nordeste IV

José Maria Pereira da Nóbrega Júnior -  Professor Adjunto IV da UFCG, Doutor em Ciência Política pela UFPE.   A discussão sobre armas e crime está na ordem do dia. Há uma vasta literatura que trata do tema defendendo a tese na qual onde há menos armas, menos crimes são perpetrados, sobretudo contra a vida. Do outro lado, e em menor proporção, há autores que defendem a tese na qual, não necessariamente, onde há mais armas de fogo disponível, existirão mais vítimas. Nessas poucas linhas, objetivo analisar estatisticamente a validade da Lei Federal 10.826/2003 – conhecida como Estatuto do Desarmamento (ED) – no que tange a sua eficácia no controle e/ou redução da violência homicida, com foco específico nos estados da região Nordeste. O intuito aqui é avaliar o impacto do ED nos seus resultados pretendidos. Utilizei como proxy para medir o efeito dissuasivo desta lei as apreensões efetuadas pela polícia por porte/posse ilegal de armas de fogo. Busco medir o nível de correlação

Os determinantes da violência no Nordeste III

Drogas potencializam os homicídios no Nordeste: testando a hipótese José Maria Pereira da Nóbrega Júnior - Professor Adjunto IV da UFCG, Doutor em Ciência Política pela UFPE. Lendo muitos artigos acadêmicos e na imprensa o leitor chega à conclusão na qual os homicídios como Proxy da violência tem relação direta de causa e efeito com o consumo e o tráfico de drogas. É só exterminar o tráfico e consumo de entorpecentes que os homicídios cessarão. Partindo desta hipótese, vamos avaliar se há correlação entre Drogas – medida pelas apreensões por tráfico efetuadas pela polícia – e homicídios – medidos pelos números absolutos de mortes por agressão (SIM/DATASUS), ambos para os nove estados da região Nordeste.  E se esta correlação é suficiente para validar a hipótese em tela. Tabela 01. Dados homicídios 2000/2015 NORDESTE BRASILEIRO Unidades 2000 2014 2015* VAR % 00-15 VAR %14-15 nordeste 9.245 23.408 22.853 147,19%