Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de Junho 20, 2010

Escolas penitenciárias

Publicado em 24.06.2010 (Opinião - Jornal do Commercio) Adeildo Nunes adeildonunes@oi.com.br O Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, órgão colegiado da execução penal, vinculado ao Ministério da Justiça, responsável pela elaboração de diretrizes básicas sobre a política criminal e penitenciária para o País, acaba de decidir pela elaboração de anteprojeto de lei a ser submetido ao Congresso Nacional, criando a Escola Penitenciária Nacional, com sede em Brasília, buscando, precipuamente, a formação técnica e profissional, teórica e prática de todos quantos atuem no âmbito do sistema carcerário brasileiro, em nível federal ou estadual, não importa. A capacitação técnica e o aprimoramento pessoal dos diretores de presídios, agentes penitenciários e dos demais técnicos que participam do dia a dia nas prisões, com efeito, deverão servir como estímulo à aquisição de experiências profissionais e a introdução de práticas inovadoras que o penitenciarismo moderno exige, que

Relatório da UNODC aponta para o crescimento do consumo de drogas nos países em desenvolvimento

UNODC lança Relatório Mundial sobre Drogas nesta quarta-feira 21 de junho de 2010 - Nesta quarta-feira, dia 23 de junho, será lançado simultaneamente em diversas cidades do mundo o Relatório Mundial sobre Drogas 2010, às vésperas do Dia Internacional contra o Tráfico e o Abuso de Drogas, celebrado em 26 de junho. Elaborado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), o documento reúne dados estatísticos e análises de tendência sobre a situação do mercado das drogas ilegais em todo o mundo, inclusive produção, tráfico e consumo, servindo como base de referência aos governos para a implementação de políticas públicas para o setor. Nesta edição 2010, o Relatório Mundial sobre Drogas mostra que o perfil do uso de drogas está mudando, com o aparecimento de novos tipos de droga e de novos mercados. Em termos globais, o cultivo de droga está diminuindo, principalmente no Afeganistão (ópio) e nos países andinos (coca). Em relação ao consumo, verifica-se uma estabilização

Estupidez, hipocrisia e a flotilha de Gaza

Revista Época, 14 de Junho de 2010 CHRISTOPHER HITCHENS é escritor, colunista da revista Vanity Fair, autor e colaborador regular do New York Times e The New York Review of Books. Escreve quinzenalmente em ÉPOCA Espero que a esta altura Israel lamente sua colaboração passada com alguns dos piores elementos da Turquia moderna. Há não muito tempo, grupos lobistas de judeus americanos – e, dizem, até o embaixador israelense em Washington, Michael Oren – estavam fazendo um bem-sucedido lobby para o Congresso dos Estados Unidos recusar a resolução que condenava o genocídio dos armênios pelo Império Otomano (cujo espólio constitui a atual Turquia) na Primeira Guerra Mundial. Mesmo quando soldados turcos ocuparam um terço de Chipre e expulsaram um terço da população grega, assim como quando armaram incursões ilegais no Iraque para perseguir rebeldes curdos, as forças armadas israelenses realizaram alegremente exercícios conjuntos com eles. Se esse período de colaboração inadequada tiver t

A prioridade invertida

Maílson da Nóbrega Publicado na Veja, Edição 2.169, 16 de junho de 2010 "A opção preferencial pelos idosos não se justifica sequer pelo lado do combate à pobreza, pois 94,7% dos que recebem benefícios previdenciários não são pobres" A sociedade deve optar pelas crianças ou pelos idosos? Resposta óbvia: pelos dois. Os idosos, de qualquer nível social, merecem uma velhice decente, sejam os que se prepararam para a aposentadoria, sejam os que, sem condições de fazê-lo, recebem uma renda mínima do estado. Uma opção não pode se sobrepor à outra. No Brasil, todavia, a opção é pelos idosos. A partir da Constituição de 1988, o Congresso e o Executivo, sob pressão de lobbies ou por irresponsabilidade fiscal, se engajaram numa marcha da insensatez que fez dos aposentados um grupo privilegiado da sociedade. Ainda mais privilegiados, muitos servidores públicos recebem aposentadorias mensais de mais de 20 000 reais, sem terem contribuído para tanto. Um novo passo nessa marcha foi