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Mostrando postagens de Fevereiro 7, 2010

Esta entrevista foi dada por Gláucio Soares a Veja em 2000. O que mudou?

Entrevista Glaucio Ary Dillon Soares Está na hora de reagir O sociólogo diz que o Brasil se tornou um dos países mais violentos do mundo e que a situação é vergonhosa Silvio Ferraz "Nos últimos anos, os pobres brasileiros ficaram menos pobres, mas a criminalidade aumentou cada vez mais" O crime e a violência fazem parte do cotidiano do sociólogo Glaucio Ary Dillon Soares. Aos 65 anos, ele é um especialista no assunto. Professor titular da Universidade da Flórida, há 25 anos dá aulas sobre violência na América Latina. Atualmente, uma de suas preocupações é a criminalidade no Brasil. A cada sábado 100 brasileiros são assassinados. É o dobro desse tipo de ocorrência registrado na Austrália durante um ano inteiro. A taxa de homicídios, entre 25 e trinta para cada 100.000 habitantes, é quatro vezes mais alta do que a dos Estados Unidos. "É uma vergonha", afirma o professor. "O Brasil tornou-se um dos países mais violentos do mundo." Soares acredita que só

Alcides: a esperança morreu?

Por José Maria Nóbrega Jr. – Cientista Político e Professor da Faculdade Maurício de Nassau Alcides do Nascimento Lins, 22 anos, pobre, negro, morador de uma área carente do Recife, morto por arma de fogo. Há uma forte correlação entre as variáveis categóricas (informações socioeconômicas e de gênero) de Alcides e o homicídio juvenil. Há uma relação de 97,9% entre os assassinatos praticados por arma de fogo – que corresponde a mais de 80% dos casos de assassinatos – e as faixas etárias entre 15 e 24 anos de idade em Pernambuco. As taxas de homicídios do grupo racial negro são quase o dobro da taxa da população total (que abrange todas as categorias). Observando essas informações, podemos afirmar que Alcides já tinha um destino traçado pela violência em Pernambuco? A resposta é não! Há uma informação/variável que tirava Alcides do risco de ser vitimado por homicídio: os anos de estudo. Uma pessoa que possui mais de 12 anos de estudo praticamente fica fora do grupo com altíssimas c

As instituições coercitivas e a qualidade da democracia

Por José Maria Nóbrega Jr. Cientista Político e Professor da Faculdade Maurício de Nassau Faz tempo que discuto sobre a qualidade da democracia brasileira utilizando como “termômetro” as instituições coercitivas (polícias, Justiça, Ministério Público e Sistema Carcerário). Em meu livro, “Semidemocracia brasileira: as instituições coercitivas e práticas sociais”, elaborei um roteiro de análise tendo como foco o funcionamento formal e informal das instituições coercitivas, mostrando as práticas de seus atores políticos e a sua representatividade perante a sociedade brasileira. Como tais práticas, com destaque para as práticas informais, muitas das vezes causam desconfiança e desesperança à sociedade, com maior relevo aos mais pobres. Dentro dessa perspectiva, uma pesquisa que fora publicizada no dia 5 de fevereiro de 2010 no Jornal do Commercio, corrobora empiricamente a tese central de minha análise em “Semidemocracia brasileira” e vem tendo relevo, também, em minha Tese de Doutorado