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Mostrando postagens de Novembro 18, 2012

É hora de reformar as polícias

O Estado atua a partir de um oneroso sistema de segurança pública sempre paralisado por disputas de competência, fragmentação e corporativismo - que, no entanto, demanda investimentos crescentes 18 de novembro de 2012 | 1h 38 RENATO SÉRGIO DE LIMA E SAMIRA BUENO Muito tem sido dito nos últimos dias sobre a crise na segurança pública em São Paulo e, mais recentemente, em Santa Catarina. Porém, só de modo residual começam a ressurgir questionamentos acerca do modelo que organiza as polícias brasileiras e que, em vez de dotá-las de eficiência no enfrentamento do crime organizado e da violência, as enfraquece e as torna reféns de estruturas burocráticas, ineficientes e arcaicas. Os acontecimentos dos últimos três meses são repetições de situações agudas vividas em quase todos os Estados brasileiros nos últimos 15 anos e demonstram quão distante estamos dos padrões de civilidade de países desenvolvidos. Segurança tem se resumido à administração de uma constante agenda de cri

Economia melhora, o crime cresce

Por  Murillo Camarotto | Do Recife ( http://www.valor.com.br/cultura/2897514/economia-melhora-o-crime-cresce) Crescimento econômico, geração de emprego e renda, redução da pobreza e da desigualdade social. O panorama foi suficiente para atrair de volta à terra natal milhares de nordestinos que anos antes partiram para São Paulo e Rio de Janeiro em busca de trabalho e melhores condições de vida. Muitos que foram de ônibus agora voltam de avião. E encontram uma região mais próspera, menos desigual e ainda mais violenta. "O Nordeste derrubou muito do que a literatura da sociologia apontou como regra no Sudeste." Professor da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e especialista em segurança pública, José Maria Nóbrega Júnior vai de encontro à tese que coloca a inclusão social como principal meio de controle da violência. Alguns números estão com ele. O crescimento econômico e a redução da desigualdade, superiores à média nacional nos últimos anos, não ajuda