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Mostrando postagens de Abril 17, 2011

Violência homicida e pobreza: a falta de relação na Paraíba

Por José Maria Nóbrega Jr. – Doutor em Ciência Política pela UFPE e Professor da UFCG É importante destacar que boa parte da literatura nacional que trabalha com a violência relaciona positivamente a pobreza com o crescimento dos índices de criminalidade. Também, esta literatura está preponderantemente preocupada com as regiões Sul e Sudeste em suas análises praticamente excluindo o Nordeste como região a ser estudada. Preocupado com isto, resolvi focar fortemente na dinâmica e nas causas da violência – sobretudo a homicida -, no Nordeste brasileiro em muitos de meus estudos. O resultado foi muito importante: de uma forma geral, não há relação entre pobreza e violência homicida no Nordeste brasileiro! Com base nisso, fui a campo para analisar alguns dados referenciais sobre pobreza em alguns municípios pobres paraibanos e como os homicídios se comportaram nesses municípios (destacar que esses municípios foram emancipados há 14 anos, ou seja, eram distritos). Como base de apoio elenqu

A região Nordeste, que era a menos violenta, hoje, é a mais violenta

Esperança no Sudeste: os homicídios despencam ! A Folha de São Paulo publicou um artigo de Rogério Pagnan, Evandro Spinelli e Eduardo Geraque enfatizando o declínio da taxa de homicídios coroando um esforço começado em 1999 pelo governo de Mario Covas. A taxa que era de 35,3 por cem mil habitantes, baixou a menos de dez. A OMS (Organização Mundial da Saúde) considera como epidemia dez ou mais. É um número arbitrário como qualquer outro – poderia ser vinte, doze ou cinco, mas oferece um padrão. Não deixo de enfatizar a transformação de uma política de um governo (Covas) em uma política de estado. O contraste é grande com, por exemplo, as ações do ex-governador Joaquim Roriz, do Distrito Federal, que, no intuito de apagar a memória do seu antecessor, Cristovam Buarque, terminou por apagar a vida de muitos cidadãos do Distrito Federal. Programas exitosos como o Paz no Trânsito, o Paz nas Ruas e o Saúde em Casa foram inicialmente borrados do mapa. A queda não se distribuiu uniformemente

O massacre de Realengo: mitos e realidade

Original publicado em O GLOBO, 11 de abril de 2011, pág. 6, sob o título de "Entender, sem reinventar a roda" GLÁUCIO SOARES IESP/UERJ Afinal, o que sabemos sobre o massacre de Realengo? Ele tem muitas semelhanças com outros que aconteceram em vários países. Pertence a uma sub-categoria de assassinatos múltiplos chamada de rampage killings. "Rampage" é uma expressão que se aplica a estouros destrutivos, como o estouro de uma boiada ou quando um elefante "goes amok" e sai destruindo tudo o que encontra. Usualmente acontece num local só, uma característica que o diferencia de outros tipos de assassinatos múltiplos. É planejado. É muito diferente dos spree killings, que se caracterizam pela mobilidade da violência e pela curta duração. O que acaba de acontecer em Santos é um típico spree killing. Há um terceiro tipo, sobre o qual mais se tem escrito, os serial killings. Podem ocorrer ao longo de muitos anos, frequentemente com aberrante motivação sexual

Tecnologia sustentável ajuda o homem do campo na Paraíba

Universidade Federal criou Centro de Desenvolvimento para o semiárido. Conhecimento obtido em sala de aula é transferido para o dia a dia. Tecnologia sustentável para ajudar o homem do campo. Na Paraíba, uma Universidade Federal criou um Centro de Desenvolvimento para o semiárido. Além de beneficiar os agricultores e os jovens da região, o centro ainda está melhorando a vida da comunidade. O conhecimento obtido na sala de aula e nos laboratórios é transferido para o dia a dia dos moradores. A verde paisagem do Cariri paraibano não vai durar por muito tempo. Depois, de mais alguns meses tudo volta a ficar seco. Enfrentar os efeitos da longa estiagem nunca foi fácil. Mas os moradores e produtores rurais da região ganharam um aliado importante. A Universidade Federal de Campina Grande, na Paraíba, criou no ano passado o Centro de Desenvolvimento Sustentável do Semiárido, que fica na cidade de Sumé, a 270 quilômetros de João Pessoa. Cerca de 750 jovens tiveram a chance de entrar para a