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Mostrando postagens de Junho 10, 2012

Brasil descumpre meta sobre homicídios

O Globo, 14 de junho de 2012   Dos 135 mil inquéritos abertos até 2007, apenas 32% foram analisados e objetivo era investigar 90%; Rio arquivou 96,3% André de Souza BRASÍLIA . O Brasil ficou muito longe de cumprir a meta estabelecida pela Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública (Enasp) de concluir as investigações de pelo menos 90% dos inquéritos sobre homicídios abertos pela polícia até 2007. A meta era que esse percentual fosse alcançado em abril deste ano. Mas, segundo o balanço divulgado ontem pela Enasp, foram finalizados apenas 32% dos quase 135 mil inquéritos policiais instaurados até 2007. O número de arquivamentos das investigações foi muito alto. Entre os 43.123 inquéritos finalizados, apenas 8.287 (19,2% do total) resultaram em denúncia. A grande maioria (78,1%) foi arquivada. Os demais inquéritos foram desclassificados, ou seja, passaram a investigar outros crimes, como lesão corporal seguida de morte ou homicídio culposo. O Rio era o estado com o maior nú

A importância das instituições políticas

Por José Maria Nóbrega Jr.* É importante salientar que as formas de governo são várias e que hoje o que prepondera no mundo é a democracia como forma de governo mais apreciável. Nela a vontade da maioria não é o único elemento que justifica a “demos” no controle das “rédeas” do Estado. As minorias também fazem parte da Ágora e tem voz, sendo a democracia uma forma de governo onde a vontade popular não é o suprassumo das vontades, ou seja, o substrato das vontades da maioria e das minorias é regulado pelas instituições. Isto é, a democracia não é vontade da maioria justificada nas vontades de massa, mas uma aposta institucionalizada, onde as minorias também “tem vez”. Daí a importância das instituições políticas e dos mecanismos de freios e contrapesos os quais as instituições políticas/públicas, divididas nas três esferas de poder, buscam frear as tiranias das maiorias ou das minorias. Dito isto, passo à reflexão da importância das instituições políticas tendo como base d

Pesquisador mapeia crimes no Nordeste

Livro do professor José Maria Nóbrega, da Universidade Federal de Campina Grande, aponta falta de políticas públicas como principal variável para aumento da violência Publicado em 10/06/2012, às 21h57 Eduardo Machado Ausência de políticas públicas de segurança como principal variável para o crescimento da violência. Essa é a conclusão central do professor da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) José Maria Nóbrega em seu livro Homicídios no Nordeste. Dinâmica, causa e desmistificações da violência homicida, que será lançado amanhã, no Instituto Teotônio Vilela (Rua Viscondessa do Livramento, 226. Derby), às 19h. Na publicação, José Maria Nóbrega avalia as estatísticas de homicídios de 1996 a 2009 e mostra como o descaso com a Segurança Pública fez os índices de criminalidade dispararem ou oscilarem em patamares muito altos, na maioria dos Estados do Nordeste. Além da falta de política de enfrentamento da violência, o pesquisador aponta outras variáveis imp