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Mostrando postagens de Novembro 28, 2010

Para analistas, permanência em favelas põe em risco integridade das Forças Armadas

João Fellet Da BBC Brasil em São Paulo Sociólogo lembra abusos de militares no morro da Providência, em 2008 A permanência de militares em favelas recém-ocupadas por policiais no Rio de Janeiro pode por em risco a integridade das Forças Armadas e a população dessas áreas, segundo especialistas ouvidos pela BBC Brasil. Na última terça-feira, o governador do Rio, Sérgio Cabral, pediu ao Ministério da Defesa que os militares atuem na segurança do Estado até outubro de 2011. O presidente Lula aceitou o pedido. Segundo Cabral, a presença das tropas do Exército permitirá que a polícia se concentre no “trabalho de inteligência”, até que sejam formados policiais para atuar em Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) a serem instaladas no Complexo do Alemão e na favela de Vila Cruzeiro. No entanto, analistas avaliam que os militares não estão preparados para realizar as atividades de policiamento requeridas pela missão. “Essas ações têm que ser planejadas. O soldado é treinado para mata

Homicídio cai 39% no Recife

Publicado em 03.12.2010 jc on line Comparação foi feita entre 2006 e o intervalo de 12 meses compreendido de dezembro de 2009 a novembro de 2010. As atividades evitaram 398 mortes João Valadares jotavaladares@gmail.com O Pacto pela Vida, programa de segurança pública do governo de Pernambuco, iniciado em maio de 2007, conseguiu reduzir, pela primeira vez, o número de homicídios durante 24 meses consecutivos. No Recife, maior redução registrada entre todas as regiões, o índice de queda ficou em 39,22%. A comparação foi realizada entre o ano de 2006, último da gestão Jarbas/Mendonça, e os 12 meses compreendidos entre dezembro de 2009 e novembro de 2010, já na gestão Eduardo Campos. Nesse período, são 398 vidas poupadas na capital pernambucana. Quando se compara 2010 com os primeiros 11 meses de 2009, a diminuição no Recife é de 17,9%. Em Pernambuco, a queda acumulada durante o programa é de 26,37%. Em relação ao comparativo 2010/2009, o índice é de 13,42%. A meta de redução estabele

As relações civil-militares: Forças Armadas na manutenção da Lei e da Ordem

O Estado de S. Paulo, 02 de nov 2010 Defesa já prevê que Exército atue dentro do Alemão Tânia Monteiro e Bruno Paes Manso A participação do Exército será ampliada para o interior do Complexo do Alemão numa 2ª etapa da ocupação. Foi o que afirmou ontem o general Adriano Pereira, chefe do Comando Militar do Leste. Segundo ele, as tropas deixarão de atuar apenas no entorno e passarão a entrar na comunidade de 400 mil habitantes. Para tanto, será preciso definir melhor a missão das Forças Armadas na área, o que cabe ao Ministério da Defesa. A diretriz ainda não está pronta, mas deve detalhar as especificações das missões e os locais de atuação, com base na Garantia da Lei e da Ordem (GLO). O órgão trabalha com a possibilidade de prorrogar as operações militares no Rio até 31 de outubro, conforme pedido do governador Sérgio Cabral. A data também consta na nota divulgada ontem pelo governo do Rio, que afirma que "cada passo da operação articulada com as Forças Armadas precisa

cidadãos de primeira e de segunda classe

O globo 1 dez 2010 Juizados especiais Merval Pereira Embora a Polícia Militar tenha agido com rapidez e criado uma ouvidoria para receber as queixas dos moradores da Vila Cruzeiro e do Complexo do Alemão, por eventuais abusos de poder durante a operação de retomada daqueles territórios, talvez essa não seja a melhor maneira de endereçar a questão, devido ao histórico de violência que marca a relação daquelas comunidades com as forças policiais. A operação atual quebrou esse paradigma, mesmo que existam relatos de pessoas que tiveram suas casas ocupadas com violência ou sofreram prejuízos nas ações policiais. É inegável que tudo indica que a atitude das autoridades não dá margem a que excessos que tenham acontecido possam ser minimizados ou escondidos da população. Mas, para continuar quebrando paradigmas e fortalecendo a confiança dos cidadãos na atuação das forças militares, talvez fosse preferível que juizados especiais fossem instalados naquelas comunidades. A vereadora

Polêmica, ethos autoritário e deseducação

No debate ocorrido algumas horas atrás (e que será reprisado mais tarde, às 23h) no programa de Geraldo Freire, na Rádio Jornal, impressionou a polêmica gerada em torno de minha fala. Um ethos autoritário intrínseco na sociedade brasileira pôde ser visto nas palavras - perto da obscenidade - geradas pelos ouvintes do programa do grande comunicador permambucano. Esse ethos pode ser explicado pela fragilidade extrema de nosso aparato educacional. Resultado: povo deseducado! Abaixo, destaco trecho de parte de minha fala a respeito do que enxergo hoje na cidade maravilhosa. "O que a gente vê no Rio de Janeiro é uma patologia social, uma verdadeira brutalização das relações sociais. O problema não é a renda, nem a pobreza e desigualdade; mas um verdadeiro apartheid social, onde as regras, as leis do estado, são aplicadas conforme a geografia social. Nos condomínios há uma regra - esta constitucional, onde a presunção de inocência e o mandado judicial operam, existem! Ali, o Brasi

As "lições" do Rio

Hoje estarei debatendo sobre as operações nos complexos comunitários do Rio de Janeiro. Será na Rádio Jornal AM, no Programa de Geraldo Freire, às 11:00h.

Insegurança pública

Fsp 30 nov 2010 JANIO DE FREITAS -------------------------------------------------------------------------------- A presença de militares no Rio criou mais nós no velho problema de participação, ou não, das Forças Armadas -------------------------------------------------------------------------------- A PRESENÇA de militares na Vila Cruzeiro e no Complexo do Alemão não resolveu e ainda criou mais nós no velho problema da participação, ou não, das Forças Armadas em ações contra a bandidagem armada. Ou seja, contra a insegurança interna: da população, de atividades industriais e imobiliárias em determinadas áreas, e de presença de serviços do Estado sem licença dos chefes locais, caso de obras do próprio governo, como o PAC. Foi por força desse problema que coube à PM e à Polícia Civil do Rio serem a força avançada na invasão da Vila Cruzeiro, conduzida sua primeira leva por blindados dos Fuzileiros Navais. À Marinha foi pedido, e prontamente atendido, o auxílio de algun

Continuando o debate: Professor Jorge Zaverucha em entrevista para a CBN

hhttp://cbn.globoradio.globo.com/programas/jornal-da-cbn/2010/11/29/GOVERNO-DO-RIO-DEVE-INVESTIR-EM-SERVICOS-SOCIAIS-PARA-IMPEDIR-VOLTA-DE-GRUPOS-ARMADOS.htm Entrando no link acima os leitores terão acesso a uma entrevista com o Professor Jorge Zaverucha, da UFPE e PhD em Ciência Política pela Universidade de Chicago, também coordenador do NICC-UFPE, a respeito da situação da criminalidade no Rio de Janeiro. Vale a pena conferir.