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Mostrando postagens de Janeiro 29, 2017

Custo da violência no Brasil chega a quase S$ 76 bilhões em 2014

O valor despendido no Brasil equivale a 53% do custo total da criminalidade na América Latina e no Caribe A violência custou US$ 75,894 bilhões ao Brasil em 2014, o equivalente a 3,14% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e riquezas produzidos pelo país) naquele ano. O dado está em pesquisa divulgada hoje (3) pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O gasto com a violência no país ficou acima da média registrada para países do Cone Sul, de 2,47% do PIB. O valor despendido no Brasil equivale a 53% do custo total da criminalidade na América Latina e no Caribe. Além disso, entre 17 países analisados na região, o custo da violência no Brasil ficou abaixo apenas de Honduras (5,84%), El Salvador (5,46%), Bahamas (4,16%) e Jamaica (3,64%). A maior parte dos valores gastos pelo Brasil vai para a segurança privada. Conforme o levantamento do BID, as despesas privadas compuseram a maior parcela dos custos do crime em 2014, ficando em 47,9% do total. O percentual fic

O cárcere alimentando o crime

Por José Maria Nóbrega Jr. O crescimento da criminalidade no Brasil tem forte correlação com o aumento de sua população carcerária. Entre 1990 e 2014 houve incremento de 575% de pessoas sob a custódia do estado. Isso foi fator decisivo para o surgimento de novas e violentas facções criminosas, já que o estado não foi capaz de manter o controle dentro das prisões. As principais facções criminosas do Brasil surgiram da lacuna estatal nos sistemas penitenciários do Rio de Janeiro e São Paulo. Comando Vermelho (CV) no Rio e o Primeiro Comando da Capital (PCC) em São Paulo se tornaram hegemônicos e se expandiram nos demais estados. Até recentemente mantiveram um equilíbrio de poder nos presídios. Mas, com a expansão no norte e nordeste e a ruptura entre as principais facções, o equilíbrio de poder foi desfeito. A lógica do crime das facções é a seguinte: quanto mais sócios, mais força. Quanto mais pessoas presas, mais poder. Seguindo esta lógica, o próprio estado foi resp