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Mostrando postagens de Março 6, 2011

TRAGÉDIA SEM FANTASIA

Revista Carta Capital O carnaval vai de novo celebrar a "união das raças", mas não se iluda: nunca foi tão profundo o fosso entre a segurança de brancos e negros. De cada 3 assassinados, 2 têm a pele preta Entre as páginas 24 e 28 a jornalista Cynara Menezes desenvolve uma importante matéria sobre a violência homicida e o impacto da variável raça/etnia. Trecho da matéria: "Obviamente, a desigualdade é um dos fatores a explicar esse abismo. Quanto mais um país enriquece e proporciona condições semelhantes a seus cidadãos, mais a criminalidade tende a diminuir. Mas ela não é o único fator a ser levado em conta. O Brasil experimentou um bom crescimento da economia nos últimos anos, associado a uma maior distribuição de renda. Mesmo assim, a melhora nos números de violência tem sido pontual, quando não cresce, a depender da localidade analisada. "A ineficácia das instituições de coerção também tem um peso importante no estado das coisas", diz o cientista po

Reforma política tem 300 propostas engavetadas no Congresso

UIRÁ MACHADO DE SÃO PAULO FOLHA DE SÃO PAULO Estima-se que mais de 300 proposições sobre reforma política circularam no Congresso nos últimos 20 anos. No entanto, estudo do cientista político Vitor Marchetti mostra que as principais alterações na estrutura da disputa eleitoral não vieram das mãos de deputados e senadores, mas do Judiciário. "As mudanças aprovadas pelos congressistas foram sempre pontuais. Alterações mais profundas e impactantes vieram do TSE [Tribunal Superior Eleitoral] e do STF [Supremo Tribunal Federal]", afirma Marchetti. Ele lista entre as principais mudanças a fidelidade partidária e a verticalização, que valeu em 2002 e 2006 e segundo a qual as alianças dos partidos deveriam seguir os mesmos critérios nos planos nacional e estaduais. Outra regra importante, a Lei da Ficha Limpa nasceu pela iniciativa popular e sua aplicação, em 2010, foi decidida nos tribunais. Quando o Congresso de fato produziu uma alteração importante, o STF a considerou inco

Matéria da Veja: "Mamãe, eu quero mamar". Sobre a vida política partidária no Brasil.

Sobre o partidos políticos no Brasil: o que prevalece é a incoerência. Por exemplo, a união entre Democratas e o PSB, o primeiro partido advindo da Arena (Período Militar), foi PDS, depois PFL e agora DEM. O segundo, o PSB, que tem em suas bases no socialismo e no fim da propriedade privada. A aproximação entre Kassab e Eduardo Campos é, no mínimo, controvertida, se estivermos, claro, partindo da premissa ideológica. Como a ideologia é o que menos importa, qual é o empecilho? Nenhum, claro!! Patrimonialismo: "Kassab e Campos não inventaram um jeito novo de sambar. Ao contrário do que ocorreu na Europa, onde os partidos surgiram com os estados modernos e se organizaram em torno de grandes doutrinas ideológicas, as siglas, no Brasil, sempre responderam a líderes, raramente a ideias" (PORTELA, 2001: 43). As legendas no Brasil descendem dos três grandes partidos do período pós-Estado Novo (1945). UDN, PSD, PTB, PSB e PCB. "As matrizes da política brasileira foram criadas