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Mostrando postagens de Setembro 29, 2019

Janot, um péssimo exemplo

Foto: Blog de Jamildo Em um país com mais de 50 mil homicídios ao ano, com uma população na qual 77% tem baixa renda e 65% mal possui o ensino fundamental completo, um ex-procurador da República vir a público e afirmar que quase matou um ministro da suprema corte é de uma insensatez que beira a barbaridade! País campeão de homicídios no mundo, o Brasil tem um dos piores indicadores de impunidade do planeta. O Global Impunity Index – organização acadêmica que faz pesquisas de impunidade no mundo – criou um indicar para medir o nível de impunidade nos países. A construção do índice teve como base às seguintes categorias ou indicadores: (a) policial por cem mil habitantes; (b) magistrados por cem mil habitantes; (c) capacidade prisional; (d) respeito aos Direitos Humanos; e (e) prisão de homicidas por número total de homicídios perpetrados. Este índice classifica os países entre aqueles de baixa impunidade, os de média impunidade e os de alta impunidade, sendo o Brasil classific

Democracia e elites políticas

A democracia liberal tem como conceito fundamental a orquestração das elites políticas em torno das regras do jogo democrático. Tais regras devem ser o fundamento da relação de poder em uma sociedade democrática. O povo como unidade conceitual perde fôlego e entra a perspectiva na qual os indivíduos, ou os eleitores, tomam vez na abordagem empírica da democracia. Esta é um regime político no qual elites políticas decidem políticas públicas depois do resultado eleitoral. A qualidade dessas elites no exercício do poder é fundamental para o sucesso do método democrático. No Brasil, temos um histórico de avanços e retrocessos quanto ao método democrático – este definido como eleições livres, limpas e periódicas. Da proclamação da República até hoje, passamos por recuos autoritários em meio a processos de escolha de governantes. O último retrocesso se deu em 1964 e, até este momento, vivemos em uma semidemocracia – sistema político no qual há eleições, mas o regime não se consolida