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Mostrando postagens de Agosto 16, 2009

Quem vai morrer assassinado?

Glaucio Ary Dillon Soares Sociólogo, pesquisador do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj) Algumas características aumentam o risco de morrer assassinado, ao passo que outras o diminuem. Características demográficas, como idade e sexo, contam muito. Características sociais, como a educação e o estado civil, também. Até características geopolíticas (em que unidade da Federação) onde a pessoa mora contam. E, como veremos, o bom uso do dinheiro público é essencial. Não pensem que esse risco diferenciado é de hoje, dos últimos anos. Há muito tempo que é assim. Por isso, busquei dados sobre as vítimas de homicídios dos anos de 1991 e 1992 — há quase duas décadas. O sexo conta? Muito! No Distrito Federal houve, em 1991 e 1992, 938 homicídios, somando os dois anos. Oitocentos e quarenta eram homens, ou 89,6%. No Brasil como um todo é um pouco mais: 91,1%. Aproximando, nove em cada 10 vítimas eram homens. Poucos dados sobre homicidas mostram que a grande maioria dos

Sistema Carcerário de Pernambuco na UTI

As unidades prisionais em Pernambuco estão abarrotadas de presos e o déficit é imenso. Os casos mais graves são o Presídio Professor Aníbal Bruno, no Recife, a Penitenciária Agro Industrial São João (Itamaracá), o Presídio de Igarassu, Cotel (Abreu e Lima), Presídio Rorenildo da Rocha Leão (Palmares), o Presídio de Vitória de Santo Antão, a Penitenciária Doutor Edvaldo Gomes, a Colônia Penal Feminina de Buíque e a Penitenciária Doutor Enio Pessoa Guerra (Limoeiro). Todas as dependências com mais de 50% de suas capacidades excedidas. Com um sistema penitenciário desses, onde fica os direitos civis dessas pessoas presas?

PM baiana age como no período da ditadura militar, reclama cientista político da UFPE

Opinião (Blog de Jamildo) POSTADO ÀS 14:05 EM 16 DE Agosto DE 2009 Por José Maria Nóbrega – cientista político, doutorando pela UFPE, professor da Faculdade Joaquim Nabuco, coordenador de pesquisas e professor do ITV-PE, autor de “Semidemocracia brasileira: instituições coercitivas e práticas sociais”. nobrega.jr.ufpe@gmail.com Deter “suspeitos” de forma arbitrária é uma das técnicas autoritárias exercidas pela polícia baiana. Remontando aos tempos da Ditadura Militar, policiais vêm apreendendo pessoas consideradas suspeitas por prática de crime, mas não comunicam a prisão para o Ministério Público, a Defensoria Pública e o Poder Judiciário. Ação comum em regimes de exceção, tal prática fragiliza ainda mais a já débil democracia brasileira. Tortura como técnica de investigação, prisões arbitrárias e tratamento desigual aos desiguais são práticas comuns de nossa polícia (Nóbrega Jr., 2009), não só a baiana. Numa perspectiva mínima da democracia, garantir direitos civis aos cidadãos é

18.137 mortes violentas em 2 anos e 5 meses no Rio de Janeiro

O homicídio é o problema social mais grave da história recente do Brasil (Ong Rio de Paz). A região Nordeste do Brasil vem apresentando crescimento constante de mortes por agressão desde 1996. De 1996, com 8.119 mortes, a 2006, com 14.412 mortes, o incremento percentual foi de 77% na série histórica. Com três anos de queda na série, 1998, 1999 e 2004, todos os outros anos apresentaram crescimento. A região Nordeste se mostra juntamente com a região Sudeste, a mais violenta. As taxas para o ano de 2006 foram de 28 hpcmh para o Nordeste e 26,7 para o Sudeste. Abaixo documento do movimento Marco da Violência, realizado no sábado dia 15.08.09: