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Mostrando postagens de Agosto 1, 2010

Os homicídios em Pernambuco e o papel das instituições coercitivas

Este será o meu tema a ser debatido na Mesa Redonda (14) - (In)segurança na guerra e na paz, no 7o encontro da Associação Brasileira de Ciência Política (ABCP). A dinâmica dos homicídios no Nordeste e em Pernambuco; As taxas dos mais vitimados; As relações entre variáveis; As instituições coercitivas e o seu papel de controle e contenção. Serão os pontos abordados em minha fala.

O voto do preso

Publicado em 05.08.2010 Adeildo Nunes adeildonunes@oi.com.br Pernambuco foi o primeiro Estado da federação a possibilitar a abertura de seções eleitorais dentro do ambiente prisional, precisamente durante as eleições de 2002, quando alguns dos reclusos dos presídios Aníbal Bruno, Caruaru, Palmares, Pesqueira e Arcoverde, além de detentas da Colônia Penal Feminina do Recife, exercitaram o direito ao voto, por decisão do Tribunal Regional Eleitoral. A autorização do TRE de Pernambuco, consagrando o voto do preso dentro do próprio presídio, teve como base a Constituição Federal de 1988, que consagrou o princípio da inocência, segundo o qual ninguém pode ser considerado culpado antes do trânsito em julgado da sentença penal condenatória. Ora, estando o preso detido por força de custódia cautelar (prisão preventiva, provisória ou flagrante delito), sem que haja sentença penal condenatória definitiva, aos olhos da Carta Magna, trata-se de uma pessoa absolutamente inocente e que detém tod

As chances de Jarbas se concentram no guia eleitoral

Por Adriano Oliveira - cientista político UFPE O papel do analista político é prever cenários. Através da observação do comportamento dos atores e da análise de pesquisas eleitorais, cenários políticos podem ser construídos. Na construção destes é adequado considerar as futuras ações e posicionamentos dos atores, como também o comportamento do eleitor. É comum na realidade política brasileira, a abordagem do contexto político desconsiderando a formulação de cenários. Os analistas não praticam o ato de prevê. O interessante é que os atores políticos também não constroem previsões eleitorais. São raros os atores que utilizam de informações diversas e de analistas qualificados para construir previsões e estratégias eleitorais. Em razão disto, observo no comportamento dos sujeitos políticos otimismo em demasia, pessimismo e estratégias inadequadas. Em minhas análises sobre o contexto político pernambucano não perdi de vista o comportamento dos atores do PSDB. A minha assertiva inici

Voto obrigatório é rejeitado em Pernambuco

NO BLOG DE JAMILDO Se pudesse, a maioria dos pernambucanos dava uma banana para os políticos e não ia às urnas votar POSTADO ÀS 12:25 EM 03 DE Agosto DE 2010 Os defensores da democracia representativa dizem que a obrigação do voto tem uma função democrática na sociedade. O senso comum diz que democrático seria a livre decisão de participar ou não do pleito. Pois bem. O Instituto Maurício de Nassau perguntou aos eleitores pernambucanos o que eles achavam desta questão, para a elaboração do livro O Que Pensa o Eleitor Pernambucano?. A maioria é contra a obrigatoriedade. 66% são contrários. Apenas 29% dos eleitores pernambucanos são a favor do voto obrigatório. "É frágil afirmar que esse dado demonstra um desinteresse do eleitorado pernambucano, mas preocupa se esses dois terços se abstivesse, de ir às urnas caso aobrigação fosse retirada", observam os autores. A obra será lançada no dia 09 de agosto, na Cultura. Eu não vejo saída. A compra de votos já corre solta. Se s

Precisamos matar muito menos

jc nas ruas Roberta Soares (interina) betasoares8@gmail.com Publicado em 01.08.2010 Os desafios da segurança pública no Grande Recife ainda são muitos. A redução de 13% no número de homicídios conquistada pelo governo do Estado é fato e merece total reconhecimento, mas estamos longe do dever cumprido. Muito longe. É preciso não só manter essa redução, mas principalmente ampliá-la. E muito. Para ficarmos dentro dos padrões aceitáveis da OMS, deveríamos ter 890 assassinatos por ano. Ainda matamos perto de 4 mil pessoas. Também é preciso que o sentimento de segurança chegue às ruas. Às casas, às pessoas. Seja na ida para o trabalho, cinema ou praia. E isso não acontece. Ainda está longe de acontecer. Profissionais ouvidos pela coluna citam, também, a necessidade de retomar o controle sobre os presídios e investir na estrutura policial voltada para crianças e adolescentes, seja como vítimas ou infratores. Um complexo prisional está sendo construído no interior do Estado e o Aníbal Br