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Mostrando postagens de Janeiro 3, 2010

ITV-PE promove curso sobre a HISTÓRIA POLÍTICA DO BRASIL CONTEMPORÂNEO

O curso tem o objetivo de analisar a história política brasileira com foco na vida partidária e sua influência da conjuntura do poder. Abaixo a ementa do curso que foi elaborada por mim: História Política do Brasil Contemporâneo 1. República Velha - Política dos Governadores - Convênio de Taubaté: reflexos da política oligárquica - Tenentismo - Coronelismo, enxada e voto - Coluna Prestes - Anarcossindicalismo 2. Revolução de 30 e o Estado Novo - A quebra do poder São Paulo – Minas - A classe média brasileira - Vargas e a Revolução Burguesa brasileira - 1935: a intentona comunista - 1937: o Estado Novo - Varguismo e a Segunda Guerra Mundial - 1945: fim de uma era? 3. Democracia 1 - Nascem os partidos políticos no Brasil? - A dinâmica partidária: PSD, PTB, UDN, PCB e a distribuição partidária no Brasil - Coronelismo permanente no Nordeste brasileiro - Jango e o Comunismo - A imaturidade dos políticos brasileiros 4. Ditadura Militar - 1964: Golpe ou Revolução? - 1965: clam

O passado pela frente

Janio de Freitas para a Folha em 3 de janeiro de 2010 Estamos postos diante do risco de voltar à instabilidade das instituições democráticas e a um passado sem anistia DEMITIRAM-SE, ou ameaçaram demitir-se, ou ameaçam ainda -depende do informante da notícia, ou ondeiro-, não faz diferença para as interrogações que os comandantes da Aeronáutica, do Exército e da Marinha, com a companhia do ministro Nelson Jobim, da Defesa, lançam sobre o regime democrático e o conceito otimista obtido pelo Brasil nas relações internacionais. Duas possibilidades estão postas à nossa frente, com a recusa das chefias militares a admitir a vigência, no Plano Nacional de Direitos Humanos assinado por Lula, dos itens que podem questionar a impunidade dos crimes hediondos da repressão na ditadura. Uma delas é de que Lula recue do seu decreto e dele retire a pretendida Comissão da Verdade, além de outros itens; ou adote uma fórmula que evite a retirada explícita, mas resulte na mesma invalidade. O que restar

Quem controla as Forças Armadas no Brasil?

Por José Maria Nóbrega Jr. – historiador e cientista político No dia 22 de dezembro de 2009, foi editado o decreto presidencial que permite a revogação da Lei de Anistia e cria a Comissão Nacional da Verdade que tem o intuito de investigar crimes do período autoritário. Resultado: O ministro Jobim e os comandantes das três forças pediram demissão dos seus cargos, caso o presidente não anule o decreto. Esse fato revela a frágil relação civil-militar no Brasil, mesmo depois de mais de vinte anos de redemocratização, sendo apontada como a maior crise com os militares que o governo Lula enfrentou (Azevedo, 2009)**. Essa crise aponta para muitos caminhos. Com isso, algumas hipóteses podem ser levantadas: 1. As prerrogativas militares se mantém intactas; 2. O Ministério da Defesa é uma instituição de fachada; 3. O ministro da defesa é um mero despachante das Forças Armadas; 4. Mesmo com alternância no poder em toda a história da Nova República, o controle efetivo dos civis eleitos pelo pov

Lula: o filho de parte do Brasil

Críticas no âmbito político devem ser feitas ao filme Lula: o Filho do Brasil. O filme recebeu patrocínios de diversas empresas que têm interesses que para serem contemplados precisam do estado. O filme estreou no primeiro dia do ano eleitoral. Portanto, ele influenciará o resultado das eleições. Do mesmo modo que a película promove campanha antecipada para a candidata do presidente Lula, Dilma Roussef. No entanto, não podemos deixar de elogiar a historia de vida do presidente Lula. Apesar das críticas trazidas pela imprensa, as quais mostram que nem tudo no filme é verdade, não é desprezível o sofrimento do presidente Lula e da sua família. Lula, ao contrário de muitos brasileiros privilegiados, tem estória para contar. Nesta estória, a qual é retratada no filme, encontro o sofrimento, a persistência e a capacidade de diálogo de um brasileiro que saiu de Garanhuns, Pernambuco, para ser presidente da República do Brasil. O filme revela para mim que Lula não é do PT. Ele poderia ser

Não foi o PT nem o PSDB, foram os dois

Elio Gaspari, 3 de janeiro de 2010 Jornal do Commercio Brasil O professor Claudio Salm investigou os números da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios de 1996 e 2002 (anos tucanos) e daí a de 2008 (anos petistas). Ele verificou que a ideia segundo a qual Nosso Guia mudou radicalmente a vida do andar de baixo nacional é propaganda desonesta. Estimando-se que no andar de baixo estejam cerca de 50 milhões de pessoas (25% da população), o que se vê nas três Pnads estudadas por Salm é uma linha de progresso contínuo, sem inflexão petista. Em 1996, quando Fernando Henrique Cardoso tinha um ano de governo, 48,5% dos domicílios pobres tinham água encanada. Em 2002, ao fim do mandato tucano, a percentagem subiu para 59,6%. Uma diferença de 11,1 pontos percentuais. Em 2008, no mandato petista, chegou-se a 68,3% dos domicílios, com uma alta de 8,7 pontos. Coisa parecida sucedeu com o avanço no saneamento. Durante o tucanato, os domicílios pobres com acesso à rede de esgoto chegaram a 41,4%