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Mostrando postagens de Março 28, 2010

Quais as reais causas dos homicídios no Nordeste?

Por José Maria Nóbrega Jr - Doutor em Ciência Política - UFPE, Pesquisador do NICC-UFPE Muitos acreditam que a violência, quando medida pelos homicídios, tem correlação direta com a desigualdade e a pobreza. Outros ligam a violência homicida a falta de emprego e ao subdesenvolvimento. Mas, a maior correlação entre uma variável e o homicídio se dá com o aspecto institucional, ou seja, governos responsivos na área da segurança pública tem papel decisivo para a redução da violência homicida. Passei dois anos, 2008 e 2009, escrevendo uma tese de doutorado na área de Ciência Política onde o tema abordado foi "os homicídios no Brasil", com destaque para a região Nordeste. Duas grandes novidades: 1. quebrei a hegemonia da agenda de estudos da Ciência Política, ligada de forma quase que total aos estudos do Poder Legislativo, do Poder Executivo, das eleições e da reforma do estado, focando a análise institucional de um fenômeno social: os homicídios. 2. Escrevi sobre os homicídi

PM desafia governo com operação-padrão

Publicado no Jornal do Commercio de 30.03.2010 Revoltados com reajuste oferecido pelo Estado, policiais militares decidiram, ontem, após assembleia e passeata no Centro, que não vão tirar carros de quartéis e só trabalharão com colete à prova de bala Policiais militares resolveram deflagrar operação-padrão na noite de ontem, depois de uma rodada frustrada de negociação com o governo do Estado. Os PMs que atuam como motoristas de viatura não vão tirar os carros dos quartéis e os do patrulhamento a pé só aceitarão trabalhar, caso existam coletes à prova de bala disponíveis. Com isso, o número de PMs nas ruas deve cair drasticamente, já que pouquíssimos têm cursos específicos de direção defensiva e não há equipamentos de proteção pata todo o efetivo. A tropa tomou essa decisão após o secretário de Administração, Paulo Câmara, assegurar que o Estado não tem como reformular a proposta que elevaria o vencimento dos soldados de 1.200 para R$ 1.881 (dos quais R$ 550 corresponderiam a uma g