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Mostrando postagens de Agosto 10, 2014

Campos planejava criar estratégia nacional de combate a homicídios

Bruno Paes Manso  — 13/08/14 Durante seu governo, Recife chegou à taxa de 29 homicídios por 100 mil habitantes, uma redução de 66% em 7 anos. Antes, era considerada a capital mais violenta do país Uma estratégia nacional de combate aos homicídios capaz de direcionar as políticas nos estados e diminuir os mais de 50 mil assassinatos anuais que ocorrem no Brasil: a redução da criminalidade urbana seria uma das prioridades do discurso do candidato Eduardo Campos na campanha a presidente. Ele morreu hoje em acidente de avião em Santos. Essa era uma das formas que o candidato buscava para se diferenciar dos seus concorrentes diretos, a candidata à reeleição Dilma Rousseff e o tucano Aécio Neves. No dia 13 de março, em Recife, Campos comandou pela última vez uma reunião do Comitê Gestor do  Pacto pela Vida , iniciativa que introduziu em Pernambuco em 2008 e que é apontada como um dos principais fatores na redução dos homicídios no estado. O governador avaliava que os resultados d

SP precisa explicar os erros de sua política de segurança pública

Jacqueline Sinhoretto  — 09/08/14 Jacqueline Sinhoretto é professora do Departamento de Sociologia da UFSCar, líder do Grupo de Estudos sobre Violência e Administração de Conflitos-GEVAC – Foto: Arquivo Pessoal Os números alarmantes da letalidade policial precisam ser melhor estudados por relatórios independentes e por pesquisadores. Mas o mais importante é que eles sejam explicados pela Polícia Militar e pela Secretaria de Segurança Pública, pois eles devem ao público transparência e compromisso. É preciso que o Comando da PM, a SSP e o Governo do Estado de São Paulo expliquem porque aumentaram os confrontos com mortos nas atuações policiais. E expliquem o que está dando errado nas operações policiais para que elas estejam fugindo tanto ao controle e produzindo resultados indesejados com tanta frequência. Não obstante, as declarações do governador e o próprio discurso da PM indicam que o crescimento do número de mortos está ligado a uma política de segurança que aposta no c