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Mostrando postagens de Setembro 26, 2010

“Ficando para trás”

Por José Maria Nóbrega Jr. – Doutor em Ciência Política pela UFPE ESTAMOS acompanhando a mixórdia vivida pelo Equador com a “pretensa tentativa de golpe de estado” por parte da polícia daquele país. Interessante esse momento para escrever um pouco sobre a realidade política, institucional, social e econômica da América Latina e procurar respostas para o distanciamento desta parte do mundo em relação aos Estados Unidos, distanciamento este entre duas Américas completamente distintas. Sugiro a leitura do recém lançado livro organizado por Francis Fukuyama, “Ficando para trás” explicando a crescente distância entre América Latina e Estados Unidos, publicado no Brasil pela Rocco. Aí temos alguns artigos interessantes sobre tal distanciamento, escrito por cientistas políticos, historiadores e economistas. Adam Przeworski e Carolina Curvale argumentam em torno da política, esta explica a lacuna econômica entre os Estados Unidos e a América Latina? Com argumentos interessantes e metodologi

É lamentável Dilma depender de apadrinhamento de Lula, diz 'Economist'

Revista acredita que Dilma não tem o magnetismo de Lula Em editorial na sua edição desta semana, a Economist diz lamentar a dependência da candidata presidencial do PT, Dilma Rousseff, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "O fato de Dilma depender tanto do apadrinhamento de Lula é lamentável, pois o Brasil precisa de um líder forte e independente", diz a principal revista de economia e política da Grã-Bretanha. Segundo a Economist, caso seja eleita, Rousseff precisará sair da sombra de Lula "para conseguir a autoridade necessária" ao cargo. A revista diz ainda que Lula "precisa deixá-la se afastar", uma atitude que seria "seu último presente a país". Intitulado A Passagem, o texto afirma que Lula deu ao Brasil continuidade e estabilidade e que agora ele precisa "dar independência" a sua sucessora. Três graves problemas Se eleita, Dilma terá de lidar com ao menos três graves problemas, segundo a Economist, e a corrupção seria

Em marcha à ré

OESP 28 set 2010, Dora Kramer A justificativa do desembargador Liberato Póvoa para impor censura a 84 jornais, sites, emissoras de rádio e televisão expressa o pensamento dos defensores da tese de que liberdade de expressão é um conceito relativo. Bem como a alegação do governador do Tocantins para pedir na Justiça o embargo da divulgação de notícias sobre a investigação de que é alvo por corrupção reproduz o raciocínio de que a imprensa serve aos propósitos da oposição, devendo, por isso, ser obrigada a calar. O ato do governador acusado, e que disputa agora a reeleição, de mandar a Polícia Militar apreender a partida da revista Veja no aeroporto, antes da distribuição às bancas de Palmas, caracteriza, entre outros crimes, o de uso da máquina pública em proveito individual. Dirão que é exagero, pois agora se instituiu a prática da defesa moderada da democracia, mas nesse caso escabroso estão presentes todos os elementos da guerra contra a liberdade de manifestação aberta pelo PT

Fernando Ferro: Onde estavam os supostos democratas na era FHC?

POSTADO ÀS 16:24 EM 27 DE Setembro DE 2010 Por Fernando Ferro À medida que as possibilidades de vitória de Dilma Rousseff no primeiro turno se tornam mais reais, a sensibilidade às “ameaças à democracia” fica crescentemente aguçada. E distorcida. No caso do Brasil de hoje, as ameaças, segundo grupos da oposição, provêm, paradoxalmente, do próprio voto popular. Essa parece ser a tese dos chamados “formadores de opinião” que querem mobilizar o País em “defesa da democracia”. Inspirados por um neoudenismo opaco e alimentados por um mal disfarçado ressentimento político, esses autodenominados “democratas convictos” insurgem-se, agora, contra a “visão regressiva do processo político”, que transforma o “Legislativo em extensão do Executivo” e “viola a Constituição e as leis”. Temem, acima de tudo, que Lula não apenas consiga eleger a sua sucessora, mas também que a situação obtenha votos suficientes para fazer uma folgada maioria no Congresso. Tal perspectiva, se concretizada, abriria, s