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Mostrando postagens de Julho 31, 2011

Análise da dinâmica dos homicídios nas regiões brasileiras: 2000 a 2009

José Maria Nóbrega – professor do CDSA/UFCG A exceção do Sudeste, em todas as regiões do Brasil há crescimento em seus indicadores de homicídios. De 2000 a 2009, o Norte apresentou incremento de 53% nos seus números absolutos de homicídios. Foram 2.391 pessoas assassinadas em 2000. Em 2009, este número foi de 5.121, ou seja, mais 2.730 mortes por agressão naquela região. Destaca-se o estado do Pará, que teve robustecido os homicídios naquele período em mais de duas mil mortes. Em 2000, foram 806 pessoas assassinadas. Em 2009 este dado foi de 2.954 homicídios, o que equivale a um incremento de 72,7%. A capital, Belém, apresentou crescimento significativo em suas taxas de homicídios, saltando de 21,94 homicídios/100.000 habitantes em 2000, para 48,69/100.000 em 2009. As causas desses homicídios naquela região precisam ser estudadas. O que percebemos com a análise dessa dinâmica das mortes violentas por agressão, é o crescimento preocupante das taxas e números absolutos de homicídios, ap

Em dois dias, 33 pessoas foram assassinadas em Pernambuco

CRIMINALIDADE Homicídios voltam a subir em Pernambuco Balanço da violência mostrou que em julho foram registrados 293 assassinatos, 22 a mais que o mesmo período de 2010 Publicado em 03/08/2011, às 08h04 Eduardo Machado O balanço da violência no mês de julho mostrou que a meta de redução de homicídios do Pacto pela Vida está cada vez mais comprometida em 2011. O Estado teve no mês passado 293 assassinatos. Vinte e dois a mais do que julho de 2010. No acumulado dos sete primeiros meses, o aumento é de 32 casos, comparando com o mesmo período anterior. Além de trazer de volta um problema que parecia equalizado, o recrudescimento da violência pode se tornar um fator político negativo para o governador Eduardo Campos que vinha apresentando o Pacto pela Vida como cartão de visitas de sua administração. Em nenhum mês de 2011, o governo do Estado conseguiu atingir a meta de redução de 12% na taxa de homicídios. Pior, em março, abril e julho, houve aumento da violência. Nos outros quatr

Economia do Crime

Por José Maria Nóbrega – cientista político, professor do CDSA/UFCG Gary Becker foi prêmio Nobel de Economia em 1992. Em seu estudo seminal “Crime and Punishment: An Economic Approach” publicado no Journal of Political Economy, de 1968, incluiu nos estudos econômicos um dos maiores problemas enfrentados pelas sociedades contemporâneas, a criminalidade violenta. Partindo da premissa na qual os indivíduos calculam suas ações num campo estratégico buscando maximizar/otimizar tais ações, Becker fundamentou nos estudos das ciências sociais/criminais a Teoria da Escolha Racional baseado em métodos empíricos sofisticados de análise científica. Utilizando variáveis para medir o impacto da pobreza, da desigualdade, da atividade econômica, do nível de escolaridade, e etc. no crescimento ou decréscimo da criminalidade violenta, sugeriu aos cientistas sociais testar teorias antes reconhecidas como infalíveis. Cientistas sociais de esquerda passaram a criticar – muitas das vezes sem fundamento me