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Mostrando postagens de Maio 9, 2010

Por um ministério da segurança pública

Folha de S. Paulo, 6 maio 2010 JORGE ZAVERUCHA -------------------------------------------------------------------------------- Como os problemas na área tornam-se cada vez mais complexos, já passou da hora de termos o ministério da segurança pública no país -------------------------------------------------------------------------------- SEGURANÇA pública, saúde e educação são três temas que, em geral, preocupam os brasileiros. Como explicar a existência de ministérios da Educação e da Saúde, mas não o da segurança pública? Qual a lógica disso em um país onde se mata em proporções epidêmicas? Ou que possui algumas regiões em que não está garantido o direito constitucional de ir e vir? Como os problemas na área da segurança pública avolumam-se e tornam-se cada vez mais complexos e, inclusive, transnacionalizados, já passou da hora da criação de um ministério da segurança pública. Até porque, nos Estados da Federação, há as secretarias de Justiça e de Segurança Pública, com competê

Cientista Político da Nassau fala para a Revista Algo Mais

Até que as eleições nos separem Por: Por Ivo Dantas Juntos até que as eleições nos separem. Se no casamento a promessa é de união em todos os momentos, sejam eles felizes ou de dificuldade, na política o mesmo parece não valer. O índice de divórcio entre políticos antes aliados aumenta a cada novo pleito. Sejam por disputas internas no partido, discordâncias ideológicas, arranjo de forças para driblar o coeficiente eleitoral e conseguir uma vaga no quadro legislativo, ou até mesmo um cargo nas pastas do Executivo, parece que as alianças políticas estão cada vez mais frágeis. Em Pernambuco, as mudanças são constantes. Normalmente, o lado que consegue vencer as eleições para o Governo do Estado arrecada o maior número de aliados. Se Jarbas Vasconcelos (PMDB), durante sua passagem pelo Palácio do Campo das Princesas, contava com o apoio maciço dos prefeitos de Pernambuco, agora eles estão com Eduardo Campos (PSB). Nas últimas eleições municipais o atual governador conseguiu fazer nada

Criminalidade, violência e falta de estado, eis a realidade do sistema penitenciário brasileiro

» ANÍBAL BRUNO Detentos baleados em motim Publicado em 12.05.2010 Três presos foram atingidos por disparos possivelmente efetuados por PMs, que tentavam apartar briga. Quarenta apenados acabaram sendo transferidos Três presos foram baleados ontem durante motim no Presídio Aníbal Bruno, no Sancho, Zona Oeste do Recife. Policiais militares passaram a atirar dentro do presídio para conter briga generalizada, que teria começado por causa da atuação de milícia em um dos pavilhões. Depois do tumulto, que durou duas horas, 40 detentos foram transferidos. A confusão teve início por volta das 9h, quando presos do pavilhão J, pertencentes a uma milícia, espancaram um detento do pavilhão B. Os detentos de quatro pavilhões, que tomavam banho de sol, resgataram o homem que apanhava e resolveram revidar as agressões que dizem ser cometidas com frequência pelos integrantes da milícia. Os criminosos trocaram pedradas e pauladas no pátio da prisão. “A Polícia Militar disparou vários tiros para acal

As frágeis democracias latino-americanas

Por José Maria Nóbrega Jr. – Doutor em Ciência Política pela UFPE e Professor da Faculdade Maurício de Nassau – http://www.josemarianobrega.blogspot.com/ Vimos passando por graves crises de segurança no Paraguai e na fronteira brasileira em Mato Grosso do Sul. Estado de sítio em cinco cidades paraguaias por causa do narcotráfico e da criminalidade violenta que os grupos terroristas – dentre eles o PCC (Primeiro Comando da Capital) -, vem proporcionando ao povo paraguaio, tendo radiações em, pelo menos, outros sete países. Peru, com o Sendero Luminoso; Colômbia, com as FARC e o ELN; Brasil com o PCC; o próprio Paraguai com o EPP (Exército do Povo Paraguaio) e outros países fronteiriços a mercê de tais grupos, como a Bolívia, o Equador e a Venezuela (que tem um presidente simpático a Farc). Quais foram as causas para a proliferação de tantos grupos fora da lei/criminosos/terroristas nesses países? Não há resposta nos meios de comunicação. Temos que procurá-la na academia. Outro quest

Mais um artigo publicado

Artigo que trato da Semidemocracia brasileira saiu na Revista Sociologias da UFRGS. Parece que os temas relacionados aos poderes coercitivos, à Segurança Pública e a qualidade da democracia são bem aceitos no sul do país. Abaixo o resumo e o link do texto completo No Brasil a democracia ainda não se consolidou. Temos o que Mainwaring et al. (2001) chamaram de semidemocracia, i.e., um regime político que se caracteriza pelo seu hibridismo institucional, ora apresentando características avançadas da democracia (política), ora apresentando características visivelmente autoritárias. O propósito do artigo é discutir a semidemocracia brasileira utilizando como termômetro de análise as instituições do poder coercitivo estatal. O sistema de justiça e a segurança pública estão aqui analisados numa visão em que a explicação política e a histórica se completam. Numa concepção minimalista da democracia analiso algumas instituições coercitivas verificando a teoria com a realidade formal e inform